01/Apr/2024
Segundo o Rabobank, o avanço da comercialização da soja do Brasil e o início da colheita na Argentina devem pressionar os preços da soja em 2024. Além disso, o aumento da área plantada nos Estados Unidos deve confirmar a tendência baixista. Um aumento expressivo da oferta da oleaginosa, frente a um leve enfraquecimento da demanda chinesa, deverá pressionar os preços da oleaginosa em 2024. A redução de 7,5 milhões de toneladas nas exportações do grão pelos Estados Unidos nos últimos seis meses resultou em um aumento dos estoques de passagem do país e pressionou as cotações na Bolsa de Chicago.
Desde setembro de 2023, os preços apresentam queda de 11%. A queda também vem sendo influenciada pelo aumento na produção da América do Sul. Apesar da redução da produtividade no Brasil, o Rabobank estima um aumento de 18 milhões de toneladas na safra argentina, que deve totalizar 50 milhões de toneladas. A produção brasileira foi estimada em 153 milhões de toneladas. A recuperação da Argentina, maior exportador de farelo e óleo de soja, deve piorar as margens de esmagamento no Brasil na comparação com os últimos três anos, disse o banco.
Apesar disso, o aumento da mistura do biodiesel ao diesel, vigente desde 1º de março deste ano, deve levar a um incremento do esmagamento no ciclo 2023/2024. A maior oferta de farelo de soja argentino deve provocar uma contração dos preços de farelo de soja ao longo de 2024. Com a redução da oferta brasileira e o leve aumento do esmagamento, as exportações do Brasil devem ter uma redução de 5 milhões de toneladas em relação aos 101 milhões de toneladas do ano passado. Os prêmios da soja, que seguem em patamares negativos, confirmam a elevada competitividade da soja brasileira frente a seus concorrentes. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.