26/Mar/2024
Segundo a Bolsa de Comércio de Rosário, a Argentina deve voltar a ser o principal exportador global de farelo de soja em 2023/2024, depois de perder o posto para o Brasil na temporada anterior. A expectativa é de recuperação da produção de óleo de soja do país, depois de complicações relacionadas à seca nas lavouras de soja na temporada anterior. Os aumentos esperados não só contribuiriam para o fortalecimento do agronegócio nacional, mas também poderiam ter um efeito significativo na economia do país por meio do aumento das exportações e da criação de empregos no setor.
Depois de um período de seca severa, em que a produção de soja registrou o menor volume em três décadas, a estimativa é de que o país vai produzir 29,1 milhões de toneladas de farelo de soja na atual temporada, alta de 10 milhões de toneladas em relação à campanha anterior, e 2,6 milhões de toneladas acima da média dos últimos 5 anos. Os embarques foram projetados para 28 milhões de toneladas, 51% acima do ano anterior e 10% acima da média dos últimos cinco anos. Com a projeção de crescimento de 48% na moagem de soja em relação ao ano anterior, a Argentina vai produzir 7,5 milhões de toneladas de óleo de soja em 2023/2024.
O volume estimado é 2,4 milhões de toneladas maior que a produção de 2022/2023 e 400 mil toneladas a mais que a média de cinco anos. As exportações devem alcançar 5,4 milhões de toneladas, aumento anual de 62% e de 10% se comparado com a média dos últimos cinco anos. Com esse volume exportado, a Argentina conseguiria se manter pelo 28º ano consecutivo como o maior fornecedor de óleo de soja do mundo, marco alcançado na campanha 1996/1997. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.