25/Mar/2024
Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em baixa na sexta-feira (22/03). Traders embolsaram lucros após o mercado ter subido nas duas sessões anteriores e acumulado ganho de 2,23% no período. O vencimento maio da oleaginosa recuou 19,50 cents (1,61%), e fechou a US$ 11,92 por bushel. Na semana passada, acumulou perda de 0,48%. As cotações também foram pressionadas pelo avanço da colheita no Brasil, que está resultando na entrada de um grande volume da oleaginosa no mercado de exportação e afetando a demanda pelo grão norte-americano. A alta do dólar ante o Real, que tende a estimular as exportações brasileiras, foi outro fator baixista para os preços.
A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) informou que o Brasil deve embarcar até 15,13 milhões de toneladas da oleaginosa em março. A Reuters informou que as exportações brasileiras de soja para a China no primeiro bimestre aumentaram 211% na comparação anual, para 6,96 milhões de toneladas. O volume representa mais de 53% do total importado pelo país asiático no período, de 13,04 milhões de toneladas. As boas perspectivas para a safra da Argentina também pesaram sobre os contratos. A Bolsa de Cereais de Buenos Aires informou que a condição das lavouras de soja no país ficou estável na última semana. Segundo a bolsa, 84% da safra apresentava condição entre normal e excelente, sem variação ante a semana anterior. A parcela em condição regular ou ruim se manteve em 16%.