18/Mar/2024
Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em leve alta na sexta-feira (15/03). Os ganhos foram sustentados pelo desempenho do óleo de soja, que subiu mais de 2%. O vencimento maio da oleaginosa ganhou 3,00 cents (0,25%), e fechou a US$ 11,98 por bushel. Na semana passada, acumulou valorização de 1,20%. Esta é a terceira semana consecutiva de alta, após dez semanas de perdas. A boa demanda interna nos Estados Unidos também deu suporte às cotações. De acordo com dados da Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas (Nopa), a indústria norte-americana processou 5,07 milhões de toneladas de soja em fevereiro.
O volume representa aumento de 0,23% ante o mês anterior, quando foram esmagadas 5,06 milhões de toneladas. A alta foi limitada pelo avanço da colheita no Brasil, pelas boas perspectivas para a safra da Argentina e pela demanda pelo grão norte-americano, que não tem sido muito animadora. A entrada da soja brasileira no mercado vem atraindo o interesse de importadores chineses e afetando a demanda pela soja dos Estados Unidos. De acordo com a Consus Ag Consulting, a China comprou um grande volume da oleaginosa do Brasil nos últimos dias da semana passada. A notícia de que o Brasil pretende exportar soja, milho e outros produtos pelo Porto de Chancay, no Peru, é outro fator de pressão.
Na Argentina, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires informou que a condição das lavouras de soja melhorou levemente na última semana. Segundo a bolsa, 84% da safra apresentava condição entre normal e excelente, ante 83% na semana anterior. A parcela em condição regular ou ruim diminuiu de 17% para 16%. A representação do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Buenos Aires reduziu sua estimativa para a produção de soja no país em 2023/2024, de 50,5 milhões de toneladas para 49,5 milhões de toneladas. O ajuste foi motivado por um período de tempo quente e seco em janeiro e no começo de fevereiro.