15/Mar/2024
Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) fecharam perto da estabilidade nesta quinta-feira (14/03). O vencimento maio da oleaginosa cedeu 1,50 cent (0,13%), e fechou a US$ 11,95 por bushel. Durante a sessão, o mercado rompeu a marca de US$ 12,00 por bushel pela primeira vez desde o começo de fevereiro, mas isso acabou atraindo vendedores. Houve pressão de venda quando os preços ficaram entre US$ 12,00 e US$ 12,15 por bushel. Segundo a Ocean State Research, os fundamentos ainda são predominantemente baixistas, o que torna improvável uma recuperação mais significativa no curto prazo. Entre esses fatores estão o avanço da colheita no Brasil, a boa perspectiva para a safra da Argentina e a demanda pelo grão norte-americano, que não tem sido animadora.
A Bolsa de Comércio de Rosário elevou em 500 mil toneladas sua estimativa para a produção de soja na Argentina, para 50 milhões de toneladas. A safra argentina deve compensar a quebra esperada na produção do Brasil. Quanto à demanda por soja dos Estados Unidos, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que exportadores venderam 376 mil toneladas da oleaginosa da safra 2023/2024, já descontados os cancelamentos, na semana encerrada em 7 de março. O volume representa queda de 39% ante a semana anterior, mas alta de 55% em relação à média das quatro semanas anteriores. Para o ano comercial 2024/25, foram vendidas 94,3 mil toneladas.
O total vendido, de 470,3 mil toneladas, ficou dentro das estimativas de analistas, que iam de 250 mil a 800 mil toneladas. O principal comprador da semana foi a China, com 256,1 mil toneladas. Contudo, houve um cancelamento expressivo de destinos não revelados, de 310,8 mil toneladas. Esses fatores foram contrabalançados por preocupações com o clima nos Estados Unidos antes da temporada de plantio. De acordo com o Monitor da Seca dos Estados Unidos, 33% da área normalmente destinada à soja no país apresentava algum nível de estiagem na última semana, ante 31% na semana anterior e 23% em igual época do ano passado. A AgResource lembrou que o USDA começa a publicar em abril seu relatório semanal de acompanhamento de safra, que tende a influenciar os preços na Bolsa de Chicago.