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12/Mar/2024

Futuros em baixa com avanço da colheita no Brasil

Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em baixa nesta segunda-feira (11/03), pressionados pelo avanço na colheita do Brasil e por um interesse limitado no mercado de commodities. A falta de sentimento otimista em resposta ao relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) de março limitou o interesse do mercado. Segundo a AgRural, a colheita da safra brasileira de soja 2023/2024 alcançou 55% da área cultivada no País até o dia 7 de março, em comparação com 48% na semana anterior e 53% um ano atrás.

O vencimento maio da oleaginosa caiu 4,75 cents (0,40%), e fechou a US$ 11,79 por bushel. Além disso, levantamento da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC) publicado na sexta-feira (08/03) mostrou que fundos de investimento continuam apostando fortemente na queda dos preços na Bolsa de Chicago. A posição líquida vendida desses agentes aumentou 6,13% na semana até 5 de março, de 151.030 para 160.290 lotes. O USDA informou que o volume de soja inspecionado para exportação em portos norte-americanos diminuiu 39,1% na semana encerrada em 7 de março, para cerca de 706 mil toneladas.

Ainda assim, o volume é maior do que o registrado em igual período no ano passado, de quase 634 mil toneladas. O mercado pode estar repercutindo, ainda, os dados do relatório mensal de oferta e demanda do USDA, publicado na sexta-feira (08/03). Apesar de corte de 1 milhão e toneladas na projeção de safra do Brasil, o volume de 155 milhões de toneladas ficou acima do esperado, de 152,5 milhões de toneladas. A safra de soja da Argentina foi mantida em 50 milhões de toneladas. O mercado projetava um aumento para 50,2 milhões de toneladas.