06/Mar/2024
A Agroconsult estimou que a safra brasileira de soja 2023/2024 deve ter quebra de pelo menos 17 milhões de toneladas. Felizmente, algumas regiões estão indo bem, como é o caso do Rio Grande do Sul, que depois de dois anos difíceis terá uma safra muito boa. No Estado, a perspectiva é de colheita de 21,5 milhões de toneladas de soja nesta safra, que pode ainda alcançar 22 milhões de toneladas. As lavouras estão muito boas e enfrentaram bem o período de calor excessivo e da falta de chuva. Em termos de Brasil, apesar das intempéries enfrentadas pelos produtores nesta safra, a colheita não será uma catástrofe.
A estimativa é de 152 milhões de toneladas de soja no Brasil este ano, maior do que o número da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e de outras entidades e consultorias. Os preços da oleaginosa, entretanto, preocupam, pois estão muito baixos no mercado internacional. A comercialização antecipada está fraca neste ano, com apenas 35% da soja que será colhida no País vendida até agora e, no caso do Rio Grande do Sul, é menos de 15%. O mercado internacional não dá sinais de recuperação significativa de preço.
Estruturalmente, no momento, há mais produção de soja no mundo do que o consumo. A Argentina vai produzir uma safra muito boa este ano, o que ajuda a recuperar os estoques internacionais. Pela primeira vez desde 2006, o Brasil terá retração de área plantada de soja na próxima safra, do ciclo 2024/2025, e que será fundamental, nos próximos meses, garantir o adequado funcionamento do mercado de crédito. Para isso, a primeira coisa a ser feita é pagar as contas e garantir o acesso ao crédito, visto que as margens continuarão apertadas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.