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06/Mar/2024

Futuros em baixa com avanço da colheita no Brasil

Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em baixa nesta terça-feira (05/03), pressionados pelo avanço da colheita no Brasil. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), os trabalhos atingiam, no dia e de março, 47,3% da área plantada no País. O avanço é de 3,4% na comparação anual e de 9,3% em uma semana. Entre os Estados que estão retirando a oleaginosa do campo, Mato Grosso tem os trabalhos de campo mais avançados, com 82,4% da área colhida. Apenas Rio Grande do Sul ainda não iniciou a colheita da safra.

O vencimento maio da oleaginosa perdeu 6,00 cents (0,52%), e fechou a US$ 11,49 por bushel. Apesar da recente recuperação da soja, os preços não devem subir de forma significativa no curto prazo, segundo o Commerzbank. Analistas esperam que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduza na sexta-feira (08/03), em relatório mensal, os estoques globais ao fim da safra atual, por causa de uma possível revisão para baixo da produção brasileira. No entanto, mesmo a estimativa mais pessimista ainda implica um aumento nos estoques de cerca de 8% em comparação com o início da temporada.

O USDA publica na sexta-feira (08/03) seu relatório mensal de oferta e demanda, e o foco do mercado estará principalmente nas estimativas para a América do Sul, já que o plantio nos Estados Unidos só começa no mês que vem. O USDA tem o costume de esperar até março para fazer ajustes maiores, com base em dados de rendimento de áreas já colhidas. Para analistas, o USDA deverá cortar sua previsão para o Brasil de 156 milhões de toneladas para 152,5 milhões de toneladas. Apesar de várias consultorias terem revisado para baixo suas projeções para a safra do Brasil, a expectativa ainda é de uma produção volumosa.