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04/Mar/2024

Futuros de soja em alta com dólar fraco ante Real

Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em alta na sexta-feira (1º/03). O mercado foi influenciado em parte pelo enfraquecimento do dólar ante o Real e pelo avanço do petróleo. A queda da moeda norte-americana tende a desestimular as exportações brasileiras, enquanto a alta do petróleo faz com que refinarias tenham mais incentivo para misturar biodiesel ao diesel. O vencimento maio da oleaginosa subiu 10,50 cents (0,92%), e fechou a US$ 11,51 por bushel. Na semana passada, acumulou ganho de 0,83%. Nas dez semanas anteriores, os preços tinham fechado em queda.

Ainda pesam sobre as cotações, no entanto, o avanço da colheita no Brasil, as boas perspectivas para a safra da Argentina e a expectativa de aumento da área semeada nos Estados Unidos. A entrada da soja brasileira no mercado tem atraído o interesse chinês e afetado a demanda pelo grão norte-americano. De acordo com a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), o Brasil deve embarcar 8,5 milhões de toneladas de soja em fevereiro. A StoneX elevou em 0,8% sua estimativa para a safra de soja no Brasil 2023/2024, de 150,35 milhões de toneladas para 151,55 milhões de toneladas.

Em comparação ao recorde do ano passado, de 157,9 milhões de toneladas, a produção é 4% menor. O ajuste se deve a perspectivas mais otimistas para o rendimento nos estados de Goiás, Maranhão, Tocantins, Piauí, Pará e Bahia. Observou-se ao longo das últimas semanas bons volumes de precipitação em grande parte das regiões produtoras de soja, o que beneficiou a condição das lavouras, principalmente das plantadas mais tarde. Porém, parte considerável da safra ainda precisa ser colhida e pode haver novas revisões.