29/Feb/2024
Segundo a Leggio Consultoria, o aumento da mistura de biodiesel no diesel, para B14 (14% da mistura), a partir de março, deverá ter um impacto pequeno no preço ao consumidor, de cerca de 0,6%. Mas, a previsão de aumento para 20% da mistura, previsto para 2030, vai implicar aumento da produção e do esmagamento da soja, o que pode ser complexo. Nos últimos cinco anos, a média de esmagamento foi de 37%, sendo 34% em 2023. Neste cenário, para garantir o suprimento de B20, será necessário que se atinja entre 46% e 48% de esmagamento, um valor demasiado alto em relação aos níveis atuais.
O biodiesel hoje está cotado a um preço cerca de 30% maior que o diesel, mas o volume representa apenas 14% do total do produto. Portanto, o efeito sobre o preço da mistura não será tão forte. Outro efeito positivo da medida é a contribuição para a redução da emissão de gases do efeito estufa. Por outro lado, foi apresentado na terça-feira (27/02), o relatório do Projeto de Lei Combustível do Futuro, que agora vai à votação na Câmara dos Deputados. O documento prevê o aumento gradual do biodiesel no diesel, alcançando 20% do volume (B20) em 2030.
Pelas projeções da Leggio para consumo de diesel B, se realmente houver esse aumento crescente do percentual de biodiesel, serão necessários dois fatores: o crescimento da produção de soja, a estimativa é que a produção aumente cerca de 1,5% ao ano; e a ampliação do porcentual de esmagamento de soja para produção de óleo vegetal. Para o País alcançar este patamar, será necessário investimento em esmagadoras de soja. Além disso, o aumento da produção de óleo de soja acarretará a ampliação da produção de farelo de soja, sendo que este volume excedente deverá ser exportado. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.