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28/Nov/2023

Futuros de soja recuam com safra recorde nos EUA

Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em baixa nesta segunda-feira (27/11), influenciados pela chegada da safra recorde norte-americana e pelas boas condições ambientais em áreas da Argentina, onde as chuvas de novembro. As chuvas de novembro revitalizaram as expectativas de ver uma campanha que gire em torno de 55 milhões de toneladas, depois da seca que atingiu a produção em 2022/2023. O vencimento janeiro da oleaginosa caiu 1,00 cent (0,08%), e fechou a US$ 13,29 por bushel. A tendência baixista dos grãos na Bolsa de Chicago foi influenciada também pelos negociadores que reduziram a exposição a commodities alimentares após o feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos (23/11). Os preços dos cereais e da carne caíram acentuadamente.

Podem ser baixistas, ainda, o avanço no plantio da Argentina e a ausência de novas demandas na China. A queda nos preços da carne suína na China pode desacelerar a demanda por ração animal. Além disso, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que o volume de soja inspecionado para exportação em portos norte-americanos diminuiu 11,5% na semana, para 1,443 milhão de toneladas. As inspeções de exportação de soja do ano de comercialização excedem o ritmo sazonal necessário para atingir a meta do USDA, mas isso está caindo rapidamente. A desaceleração das exportações dos Estados Unidos também pesa. Os dados de embarques estão projetados para serem os piores desde a safra 1971/1972.

O mercado acompanha de perto a evolução do clima no Brasil, onde a semeadura da safra 2023/2024 foi afetada pelo excesso de umidade na Região Sul do País e com o provável atraso na 2ª safra de milho 2024 em virtude do atraso no plantio da soja. A AgRural informou que o plantio da safra de soja 2023/2024 atingiu 74% da área estimada para o Brasil até o dia 23 de novembro, em comparação com 68% uma semana antes e 87% em igual período do ano passado. Com o avanço da semana limitado pela lentidão do Rio Grande do Sul, onde a umidade dificulta a entrada das máquinas em campo, o plantio brasileiro agora é o mais lento para esta época do ano desde a safra 2015/2016. O plantio está praticamente encerrado nos três Estados da Região Sul. O foco dos produtores agora está nas dificuldades que o excesso de chuva e a falta de luminosidade impõem ao manejo e ao ritmo de desenvolvimento das lavouras.

A semana passada foi marcada pela melhora das chuvas em áreas secas do Centro-Norte do Brasil, inclusive em importantes regiões produtoras de Mato Grosso. Mais volumes e uma melhor distribuição das precipitações, porém, são necessários no curto prazo para permitir a continuidade do plantio e limitar as perdas de produtividade. Apesar disso, a perspectiva de chuvas no Centro-Norte do País pode pesar sobre as cotações. Mesmo com as precipitações decepcionantes no final de semana, as chuvas começaram a se desenvolver nas regiões mais secas do Brasil, o que está impedindo a maioria dos analistas de ajustar as projeções de safra. Os modelos de previsão já estão começando a indicar um enfraquecimento das condições de El Niño, o que está limitando ainda mais a compra de risco nos mercados.