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26/Abr/2023

Futuros de soja em baixa acompanhando petróleo

Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em baixa nesta terça-feira (24/04). O mercado foi pressionado pelo enfraquecimento do petróleo e pela alta do dólar ante o Real, que tende a estimular as exportações brasileiras. O Brasil é o principal concorrente dos Estados Unidos no mercado de exportação de soja e deve embarcar 13,736 milhões de toneladas em abril, de acordo com a estimativa mais recente da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). Já a queda do petróleo faz com que refinarias tenham menos incentivo para misturar biodiesel ao diesel.

O óleo de soja, que caiu mais de 1%, é uma das principais matérias-primas usadas na fabricação do biocombustível. O vencimento julho da oleaginosa caiu 18,50 cents (1,29%), e fechou a US$ 14,17 por bushel. O avanço do plantio nos Estados Unidos também pesou sobre os contratos. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que produtores do país tinham semeado até o dia 23 de abril 9% da área total prevista, em comparação a 3% um ano antes e 4% na média dos cinco anos anteriores. A previsão para os próximos dias, no entanto, é de clima desfavorável aos trabalhos de campo no Meio Oeste do país.

Segundo a meteorologia, as baixas temperaturas na região podem provocar geadas e causar danos nas lavouras de soja nesta semana. O tempo deve continuar frio até o começo de maio, o que deve atrapalhar o plantio. A percepção é de há um cenário altista se desenvolvendo por causa do frio. Mas, provavelmente, vai demorar até meados de maio para que ele ganhe alguma força. Traders também seguiram liquidando posições compradas em meio à ausência de vendas avulsas de soja norte-americana para a China. O último anúncio de venda desse tipo para o país asiático ocorreu em 26 de janeiro.