11/Out/2022
Segundo a consultoria Datagro, a comercialização da safra 2021/2022 da soja brasileira atingiu 87,7% da produção esperada até o dia 7 de outubro. O ritmo está aquém do fluxo recorde de 2020/2021, que registrava 98,1% em igual momento do ano passado, e está abaixo dos 91,4% observados na média dos últimos cinco anos. O incremento mensal de 3,5% também ficou menor do que os 4,3% observados no mês anterior, mas levemente acima do padrão normal para o período, de 3,3%.
Os preços médios internos tiveram leve queda em setembro, mantendo os produtores na defensiva para realizarem novos negócios. Os produtores brasileiros negociaram, até a data analisada, 110,99 milhões de toneladas das 126,59 milhões de toneladas produzidas. Em igual período do ano passado, esse volume de produção negociado estava muito maior em termos relativos e absolutos, chegando a 126,05 milhões de toneladas.
Os produtores esperam que os preços subam um pouco mais com a intensificação da entressafra, o que ainda é uma possibilidade, embora com chances que vão diminuindo por conta da redução na margem de esmagamento pelas indústrias. A análise mostra que 17,4% da produção estimada da oleaginosa na safra 2022/2023 está comprometida comercialmente, avanço de 1,2% na comparação com o levantamento anterior. O fluxo está abaixo dos 25,5% de igual período do ano passado e está aquém na comparação com os 50% do recorde de 2020 e os 29% da média plurianual.