12/Abr/2022
Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em queda nesta segunda-feira (11/04), influenciados pelo desempenho do farelo e do óleo de soja. O óleo vegetal, por sua vez, acompanhou o recuo do petróleo, que faz com que refinarias tenham menos incentivo para misturar biodiesel ao diesel. O óleo de soja é uma das principais matérias-primas usadas na fabricação do biocombustível. O vencimento maio da oleaginosa caiu 33,75 cents (2%), e fechou a US$ 16,55 por bushel.
A possibilidade de uma área de soja ainda maior nos Estados Unidos neste ano também pressionou as cotações. As baixas temperaturas previstas para o Meio Oeste dos Estados Unidos nesta semana podem atrasar o plantio de milho e levar traders a projetar uma área de soja maior do que a estimativa mais recente do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). No fim de março, o USDA projetou uma área recorde de soja, de 36,83 milhões de hectares. Se não houver progresso no plantio de milho por mais uma semana, isso começará a ser precificado pelo mercado.
Mesmo assim, a semeadura teria de sofrer atrasos até maio para mudar as perspectivas de produção. O USDA informou nesta segunda-feira (11/04) que 766.232 toneladas de soja foram inspecionadas para exportação em portos norte-americanos na semana encerrada em 7 de abril, aumento de 3,36% ante a semana anterior. Qualquer pequena queda nos preços deve atrair compradores, já que a expectativa ainda é de boa demanda pelo grão dos Estados Unidos, tendo em vista a quebra de safra na América do Sul