17/Mar/2021
Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em leve alta nesta terça-feira (16/03). Os ganhos foram sustentados pelo enfraquecimento do dólar ante o Real, que tende a desestimular as vendas externas brasileiras. O Brasil é o principal concorrente dos Estados Unidos no mercado de exportação de soja e embarcou 5,136 milhões de toneladas nas duas primeiras semanas de março. O total supera em 77% o volume embarcado em fevereiro (2,897 milhões de toneladas) e equivale a 47% do exportado em todo o mês de março de 2020, de 10,853 milhões de toneladas.
O vencimento maio da oleaginosa ganhou 3,75 cents (0,26%) e fechou a US$ 14,23 por bushel. A escassez de chuvas na Argentina, que está reduzindo o potencial produtivo em algumas áreas do país, também deu suporte às cotações. Na semana passada, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires reduziu em 2 milhões de toneladas sua estimativa para a produção argentina, para 44 milhões de toneladas. Empresários do setor de arrendamento de máquinas agrícolas da Argentina afirmam que a safra de soja vai recuar bastante.
A alta foi limitada pelo ressurgimento da peste suína africana (PSA) na China, que ameaça a forte demanda esperada para a soja dos Estados Unidos. O novo surto vem pressionando as cotações de farelo de soja, já que o derivado é comumente utilizado em ração animal. Em 12 de janeiro, os preços futuros do farelo de soja atingiram US$ 474,10 por tonelada, o maior nível intraday desde junho de 2014. Desde então, caíram mais de 14%.