16/Dez/2019
O mercado internacional de soja mantém as atenções na guerra comercial entre China e Estados Unidos, mas ainda há diversas incertezas sobre a demanda pela oleaginosa norte-americana. Após vários meses de avanços e recuos nas negociações comerciais, a esperada “fase 1” do acordo comercial “aparentemente” foi selada, mas ainda não assinada. Estava marcado para o dia 15 de dezembro o início de uma nova rodada de tarifas dos Estados Unidos sobre produtos chineses que certamente distanciaria novamente os países. Frente a isso, as negociações evoluíram em ritmo acelerado.
O anúncio de que o acordo foi fechado partiu do próprio Donald Trump, sendo confirmado posteriormente pelo governo chinês. O mercado reagiu positivamente, mas a falta de maiores detalhes sobre o acordo impediu ganhos mais relevantes na Bolsa de Chicago na sexta-feira (13/12). Para os traders que operam na Bolsa de Chicago, a questão central é qual será o verdadeiro volume de compras chinesas de produtos agrícolas norte-americanos e quando essas compras ocorrerão. O mercado precisa ter maior certeza do comprometimento efetivo da China em comprar soja norte-americana nos próximos meses para ganhar força altista.
Enquanto essa confirmação não ocorre, o mercado vai ter suporte da diminuição das tensões entre os países devido ao acordo e ao cancelamento das novas tarifas sobre produtos chineses. A princípio, as tarifas chinesas sobre a soja dos Estados Unidos permanecerão em vigor, embora a tendência seja de uma isenção temporária das mesmas para que importadores chineses façam compras nas próximas semanas ou meses. Fontes: Agência Estado, UOL, The Wall Street Journal e Bloomberg. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.