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12/Dez/2019

China: USDA reporta importações de soja dos EUA

A guerra comercial entre China e Estados Unidos prossegue. Enquanto isso, a China precisa seguir se abastecendo e, depois de anunciar que irá liberar novas cotas para soja e carne suína dos Estados Unidos isentas de tarifação, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou duas novas vendas da oleaginosa nesta quarta-feira (11/12). Foram 585 mil toneladas para os chineses e mais 140 mil toneladas para destinos não revelados. Todas as vendas feitas no mesmo dia, para o mesmo destino e com volume igual ou superior a 100 mil toneladas devem sempre ser informadas ao departamento. As duas vendas são de produto da safra 2019/2020. Ao longo da semana, exportadores norte-americanos negociaram cinco cargas de soja dos Estados Unidos para a China. Os traders, no entanto, precisam de notícias mais fortes e detalhadas para promoverem movimentos mais consistentes das cotações futuras da oleaginosa.

As duas maiores economias do mundo seguem em disputa e buscando encontrar uma solução para um conflito que já dura quase dois anos. O foco das especulações agora se dá sobre o dia 15 de dezembro, quando podem entrar em vigor uma rodada de aumento das tarifas norte-americanas sobre produtos chineses. A principal variável que poderia provocar novas altas sustentadas em Chicago seria a conclusão da “fase 1 do acordo comercial”. Donald Trump ainda não teria se decidido sobre a efetivação do aumento de tarifas no próximo domingo, embora as últimas notícias deem conta de que o planto de elevá-las estaria mantido. O adiamento poderia, no entanto, ser efetivado depois da liberação das novas cotas chinesas. Para o Secretário de Agricultura dos Estados Unidos, Sonny Perdue, essas tarifas extras não deverão acontecer. Há um prazo até 15 de dezembro para outra parcela de tarifas.

O sinal que os chineses enviaram sobre as cotas de soja e carne suína pode ser sinal de que o presidente não queira implementar novas tarifas. Serão 2 milhões de toneladas de soja isentas de tarifação, com a medida valendo apenas para empresas privadas. Segundo Sonny Perdue, um dos entraves para a chegada de um acordo e sua consolidação, ao menos desta primeira etapa, também esbarra na construção e cumprimento de contratos. Entre nações, não há muita arbitragem e esse é o desafio. Os negociadores chineses e norte-americanos continuam trabalhando para alcançar, ao menos, a primeira fase de um acordo e estariam perto de um consenso. A declaração chega dias antes do presidente norte-americano dizer que “não se importaria” caso as negociações se estendessem até as eleições presidenciais de 2020 ou até mesmo para depois delas. Fontes: USDA, The Wall Street Journal e Bloomberg. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.