05/Nov/2026
Segundo estimativa do sócio da consultoria Veeries, a participação das exportações no volume total de DDG (grãos secos de destilaria) produzido no Brasil deve alcançar 50% até 2036, acompanhando a projeção de duplicação da produção do coproduto nos próximos dez anos. A expansão está associada ao crescimento da indústria de etanol de milho e à ampliação da presença brasileira no mercado internacional de ingredientes para alimentação animal. No acumulado de 2026, os embarques brasileiros de DDG somam 900 mil toneladas, ante 600 mil toneladas no mesmo período de 2025. Atualmente, cerca de 22% do volume fabricado pelas usinas de milho é destinado ao mercado externo. A receita obtida com a comercialização do coproduto representa entre 15% e 20% do faturamento total das indústrias, contribuindo para a rentabilidade das operações de produção de etanol.
A promoção do produto no exterior vem sendo realizada por meio da marca BDG (Brazilian Distillers Grains), estratégia voltada à consolidação da identidade brasileira no mercado internacional. A ampliação das exportações deverá acompanhar o aumento da capacidade industrial e da oferta de coprodutos das usinas de etanol de milho. Além do DDG, a produção nacional de óleo de milho poderá alcançar 900 mil toneladas. O volume deverá atender à fabricação de biodiesel, à produção de combustível sustentável de aviação (SAF) e ao mercado doméstico de óleos vegetais. A diversificação dos destinos comerciais dos coprodutos amplia as fontes de receita das usinas e agrega valor ao processamento industrial do cereal. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.