04/Nov/2026
Os contratos futuros de milho negociados na Bolsa de Chicago fecharam em queda nesta terça-feira (03/11), pressionados pelo avanço da colheita nos Estados Unidos e pela expectativa de melhora das condições climáticas nas principais regiões produtoras. O vencimento dezembro recuou 5,75 cents (1,28%), e fechou a US$ 4,42 por bushel. Embora os trabalhos de campo permaneçam atrasados em relação à média dos últimos cinco anos, a colheita avançou mais do que o mercado esperava na última semana. Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicaram que 74% da área estava colhida até o dia 1º de novembro, ante média histórica de 77% e estimativa do mercado de 73%.
A previsão de condições climáticas mais favoráveis a partir do fim desta semana e ao longo da próxima deve ampliar as oportunidades para acelerar os trabalhos e concluir a colheita. A perspectiva de uma produção norte-americana superior a 400 milhões de toneladas pelo segundo ano consecutivo também contribuiu para limitar a sustentação das cotações, apesar do desempenho positivo das exportações. O USDA informou vendas de 451 mil toneladas de milho para o ano comercial 2026/27, sendo 315 mil toneladas destinadas ao México e 136 mil toneladas à Coreia do Sul.
Os exportadores já haviam reportado uma venda de 1,73 milhão de toneladas para o México, com 1,14 milhão de toneladas previstas para entrega em 2026/27 e 594,36 mil toneladas em 2027/28. No mercado de energia, a queda dos preços do petróleo também pesou sobre os futuros do cereal, ao reduzir a competitividade relativa do etanol. Nos Estados Unidos, o milho é a principal matéria-prima utilizada na produção do biocombustível, de modo que a remuneração do setor energético influencia a demanda industrial pelo grão. A combinação entre avanço da colheita, perspectiva de ampla oferta e menor sustentação pelo mercado de energia prevaleceu sobre o bom desempenho das vendas externas e pressionou as cotações.