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04/Nov/2026

Projeção da produção de milho 2026/27 no Brasil

Segundo a StoneX, a produção brasileira de milho na safra 2026/27 foi estimada em 145,99 milhões de toneladas, volume 3,2% superior às 141,40 milhões de toneladas colhidas em 2025/26. A projeção considera o crescimento da produção tanto na safra de verão (1ª safra 2026/27) quanto na 2ª safra de 2027, com perspectivas de ampliação da área cultivada e recuperação dos volumes em importantes regiões produtoras. A estimativa para safra de verão (1ª safra 2026/27) foi revisada para 30,68 milhões de toneladas, aumento de 7,3% ante as 28,61 milhões de toneladas do ciclo anterior e de 4,8% em relação à projeção de outubro. A área destinada ao plantio de verão está estimada em 3,75 milhões de hectares.

Entre os Estados com contribuição para o avanço da produção estão Pará, com 1,28 milhão de toneladas; Maranhão, com 2,11 milhões de toneladas; e Piauí, com 2,16 milhões de toneladas, beneficiados por acréscimos de área e produtividade. Para a 2ª safra de 2027, a estimativa aponta produção de 113,53 milhões de toneladas, crescimento de 2,3% em relação às 111,01 milhões de toneladas do ciclo anterior. A área semeada deverá aumentar cerca de 350 mil hectares, alcançando 18,10 milhões de hectares. O avanço acelerado do plantio da soja favorece a perspectiva de implantação do milho dentro da janela agronômica mais adequada no início de 2027, com possibilidade de recuperação da produção em Goiás, estimada em 13,50 milhões de toneladas, e na Bahia, em 420 mil toneladas. Pelo lado da demanda, o consumo doméstico brasileiro de milho na temporada 2026/27 foi projetado em 103 milhões de toneladas, ante 96,50 milhões de toneladas em 2025/26.

A expansão da capacidade produtiva da indústria de etanol de milho é apontada como um dos principais fatores para o aumento da utilização interna do cereal. As exportações brasileiras foram estimadas em 42 milhões de toneladas em 2026/27, acima dos 40 milhões de toneladas projetados para a temporada anterior. Considerando o uso total previsto em 145 milhões de toneladas e a oferta disponível de 176,36 milhões de toneladas, os estoques finais nacionais deverão alcançar 31,36 milhões de toneladas. A relação estoque/uso, indicador da disponibilidade remanescente em relação ao consumo, foi calculada em 21,63%. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.