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03/Nov/2026

EUA pode revisar projeção da exportação de milho

Segundo a AgMarket, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) poderá reduzir sua projeção de exportações de milho na temporada 2026/27 diante do desempenho das vendas externas. Os compromissos acumulados no ciclo estão 34% abaixo dos registrados em igual período da temporada anterior (2025/26), enquanto o órgão projeta uma queda de aproximadamente 4% nos embarques ao longo de todo o ciclo. O ritmo atual das vendas pode levar o USDA a revisar para baixo sua estimativa de exportações no curto prazo. Contudo, não se descarta uma recuperação da demanda após a virada do ano, período em que os Estados Unidos normalmente concentram os embarques de milho, depois da fase de maior movimentação das exportações de soja.

A Standard Grain destacou que os compromissos acumulados com os principais compradores também estão abaixo dos níveis registrados um ano antes. As vendas destinadas ao México recuaram 31%, enquanto os compromissos com o Japão diminuíram 7%. Para compradores ainda não identificados, a queda chega a 50%. Na semana encerrada em 22 de outubro, as vendas externas líquidas de milho dos Estados Unidos somaram 1,30 milhão de toneladas, volume 15% inferior ao da semana anterior, mas 32% superior à média das quatro semanas precedentes. O México esteve entre os principais compradores no período. Além das perspectivas de demanda, há dúvidas sobre a estimativa de produtividade adotada pelo USDA.

Produtores consultados em Illinois relataram rendimentos abaixo das expectativas, o que indica possível superestimação da produtividade no Estado e, potencialmente, também em Indiana. Há preocupações semelhantes em relação aos rendimentos das lavouras em Illinois e Nebraska. A pressão sobre os preços reflete a combinação de oferta elevada e incertezas sobre o desempenho das exportações. O mercado começa a incorporar a possibilidade de produção adicional e de que a projeção de embarques do USDA esteja acima do volume que efetivamente será comercializado. A evolução das vendas externas e a confirmação das produtividades nas principais regiões produtoras deverão influenciar as próximas revisões das estimativas de oferta e demanda. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.