03/Nov/2026
Segundo a StoneX, a produção brasileira de etanol de milho alcançou 5,49 milhões de metros cúbicos na safra 2026/27 (no acumulado até a primeira quinzena de outubro), volume 16,1% superior ao registrado em igual período do ciclo 2025/26. O etanol de milho representou aproximadamente 21% de toda a produção nacional de biocombustíveis no período, evidenciando o avanço da participação da matéria-prima na matriz brasileira de etanol. Do volume acumulado, a Região Centro-Sul respondeu por 4,758 milhões de m³, com crescimento de 6,3% na comparação anual, enquanto o Norte-Nordeste produziu 736 mil m³, expansão de 196%. A Região Norte-Nordeste concentrou quase dois terços do crescimento absoluto da produção brasileira no período, indicando maior contribuição relativa das unidades localizadas fora do principal polo produtor do País.
Para a safra 2026/27, a projeção de produção é de 10,5 milhões de m³ de etanol de milho no Centro-Sul. O índice de utilização da capacidade instalada está em 49,6% na região e em 63,3% no Norte-Nordeste. A expansão do setor, entretanto, enfrenta limitações relacionadas ao processo de autorização de novas unidades. Nove usinas com obras concluídas ainda aguardam liberação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para iniciar as operações, o que desacelera a incorporação de capacidade produtiva. O etanol anidro representa 50% da produção de milho, com volume de 2,74 milhões de m³. A elevação da mistura obrigatória para E32 e a disponibilidade de estoques de anidro no Centro-Sul, estimados em 2,8 milhões de m³, 13% abaixo do registrado na safra anterior, contribuem para sustentar a valorização do produto.
Na distribuição estadual, Mato Grosso lidera a produção nacional, com 3,13 milhões de m³, equivalentes a 57% do total. Na sequência aparecem Mato Grosso do Sul, com 20,4%; Goiás, com 9,1%; Maranhão, com 8,6%; e Bahia, com 4,7%. A concentração da produção em Mato Grosso reforça a importância da disponibilidade regional de milho e da infraestrutura industrial para o desenvolvimento do segmento. No mercado de coprodutos, a StoneX destaca que as exportações brasileiras de grãos secos de destilaria (DDGs) em 2026 já superaram o recorde histórico anual do setor. O desempenho é impulsionado pelos embarques destinados à China e pela valorização do farelo de soja no mercado de ração animal, fatores que ampliam a competitividade dos coprodutos do processamento de milho na alimentação animal. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.