13/Oct/2026
Segundo a Emater-RS, o plantio de milho safra de verão (1ª safra 2026/27) no Rio Grande do Sul avançou para 75% da área projetada, ante 73% no levantamento da semana anterior, mas seguiu com evolução limitada nas principais regiões produtoras pela elevada umidade do solo e pela ocorrência de chuvas intensas. Nas lavouras já implantadas, predominam as fases de germinação, emergência e início do desenvolvimento vegetativo. Apesar das baixas temperaturas, da reduzida luminosidade e do excesso hídrico em algumas áreas, o estabelecimento das lavouras está satisfatório. Porém, temporais registrados no final de setembro causaram danos localizados, com prejuízos a folhas e plantas, erosão, falhas de estande e perda de potencial produtivo, além de ocorrência de granizo em diferentes regiões.
Nas áreas não afetadas, avançaram as operações de adubação nitrogenada em cobertura e o manejo de insetos. Há incidência pontual de percevejos, grilos e cigarrinha-do-milho, cuja pressão está baixa ou em redução em parte das lavouras. A expectativa de produção permanece elevada nas áreas com bom estabelecimento, embora os eventos meteorológicos já tenham reduzido o potencial de algumas lavouras. A projeção para a safra de milho é de área de 896.401 hectares e produtividade média de 7.711 Kg por hectare. O valor médio do milho registra recuo de 0,37% nos últimos sete dias, passando de R$ 62,67 para R$ 62,44 por saca e 60 Kg.
Na Bolsa de Cereais de Cruz Alta, a cotação no mercado disponível permanece em R$ 75,00 por saca de 60 Kg. No milho para silagem, a implantação ficou estagnada em razão da elevada umidade dos solos associada à recorrência de chuvas. As lavouras implantadas somam aproximadamente 50% da área prevista de 369.389 hectares, com produtividade estimada em 38.392 Kg por hectare. A germinação e a emergência estão satisfatórias, com avanço nas fases iniciais de desenvolvimento vegetativo, embora períodos de baixa temperatura, nebulosidade e menor radiação solar tenham limitado o crescimento em algumas áreas. Chuvas intensas, granizo e ventos, principalmente no centro-oeste e noroeste, provocaram danos localizados, incluindo redução de área foliar, acamamento e necessidade de reimplantação pontual. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.