09/Oct/2026
Segundo a StoneX, a concorrência do algodão e do sorgo por área, combinada aos custos de produção, deve limitar a expansão do milho de 2ª safra de 2027 no Brasil. Há pouca alteração na área destinada ao milho na 2ª safra de 2027 em relação à temporada 2025/26. No algodão, a projetação é de aumento superior a 100 mil hectares na área cultivada, impulsionado pela recuperação dos preços da fibra. Embora a expansão seja pequena em relação à superfície total ocupada pelo milho de 2ª safra, parte dessas novas áreas deve deixar de receber o cereal, reduzindo o espaço disponível para uma expansão mais significativa da 2ª safra. O sorgo também vem ganhando espaço, principalmente em Goiás e em Estados da Região Nordeste, favorecido pela demanda das usinas de etanol de grãos e pelo mercado externo.
As exportações brasileiras de sorgo em agosto e setembro de 2026 superaram todo o volume embarcado entre janeiro de 2004 e julho de 2026. O avanço das vendas externas aumenta o incentivo econômico ao cultivo e intensifica a disputa por área com o milho. Nos fertilizantes, a relação de troca entre milho e ureia no Porto de Paranaguá (PR) permaneceu nas últimas semanas próxima dos níveis observados em 2025, condição que poderia favorecer a implantação do cereal. Outros componentes do custo de produção, contudo, continuam limitando a atratividade econômica da cultura, reduzindo o efeito positivo de uma relação de troca mais favorável com a ureia.
O clima também representa fator de risco para a 2ª safra de 2027. A possibilidade é de chuvas menores e mal distribuídas, combinadas a temperaturas elevadas no Centro-Oeste sob influência do El Niño. Em contrapartida, o avanço inicial do plantio da soja melhora a perspectiva de implantação do milho de 2ª safra de 2027 dentro da janela considerada ideal, fator importante para reduzir a exposição das lavouras às condições climáticas de fim de ciclo. Para o milho safra de verão (1ª safra 20262/2027), a projeção é de aumento da área cultivada, principalmente em razão da expansão esperada no Rio Grande do Sul. A produção é estimada em 29 milhões de toneladas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.