09/Oct/2026
Segundo o CoBank, banco norte-americano de crédito rural, o cenário norte-americano é de maior aperto na oferta de milho. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estima a produção do país em 401,3 milhões de toneladas, queda de 7% em relação ao ano anterior. O recuo decorre principalmente de menores rendimentos no oeste do cinturão produtor e da redução da área cultivada. A deterioração das perspectivas de produtividade em razão de calor e seca extremos contribuiu para uma alta de aproximadamente 20% nos preços do cereal no último trimestre. O aperto da oferta nos Estados Unidos ocorre simultaneamente a perdas na produção europeia provocadas pelo calor e à redução dos embarques da Ucrânia em consequência da guerra com a Rússia, ampliando a disputa pelo milho no mercado internacional. A demanda norte-americana para produção de etanol também tende a permanecer elevada, aumentando a competição pelo cereal e pressionando pecuaristas e avicultores a reduzir a participação do milho nas rações.
Em 1º de setembro, os estoques de milho da safra velha nos Estados Unidos somavam 53,2 milhões de toneladas, acima da estimativa de estoques finais apresentada pelo USDA no relatório de setembro. Esse volume elevado de estoques de passagem da safra recorde anterior funciona como importante colchão de oferta para os consumidores domésticos e limita, parcialmente, o aperto do balanço norte-americano. Na América do Sul, uma nova safra recorde de milho poderia contribuir para aliviar parte do aperto da oferta global. No Brasil, contudo, a expansão do consumo de milho para produção de etanol tende a reduzir o excedente disponível para exportação. Ao mesmo tempo, a ocorrência de um El Niño historicamente forte, com potencial para prejudicar as condições de plantio no Brasil, pode manter um prêmio de risco incorporado aos preços do milho durante a temporada brasileira. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.