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08/Oct/2026

Sorgo: VLI amplia transporte ferroviário em 2026

A VLI iniciou a movimentação ferroviária de sorgo pelos corredores Leste, Sudeste e Norte e estima transportar mais de 800 mil toneladas do grão até o fim de 2026. O primeiro embarque da commodity pelo sistema integrado ocorreu em setembro, no Porto de Tubarão (ES), com destino à China, ampliando a utilização da malha ferroviária para o escoamento do sorgo produzido no Brasil. As cargas são movimentadas pela Ferrovia Centro-Atlântica em dois fluxos principais. Pelo Corredor Leste, o sorgo segue de Araguari (MG) para o Espírito Santo, enquanto pelo Corredor Sudeste o fluxo parte de Uberaba (MG) com destino ao Porto de Santos (SP). A diversificação dos corredores amplia as alternativas de escoamento da produção e conecta diferentes regiões produtoras aos terminais portuários.

Até setembro, foram embarcadas mais de 250 mil toneladas de sorgo. Desse volume, 90 mil toneladas foram movimentadas por Santos e mais de 160 mil toneladas pelo Porto de Tubarão (SC), em Vitória (ES). Nos dois corredores, o destino das cargas foi a China, reforçando a participação do mercado asiático na demanda externa pelo cereal brasileiro. A operação também avançou para o Corredor Norte em setembro, alcançando a região do Matopiba, formada por áreas agrícolas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. A primeira movimentação de sorgo pelo corredor teve como destino o Porto do Itaqui, em São Luís (MA), criando uma nova alternativa logística para a produção da região. A previsão é de que os primeiros embarques pelo Porto do Itaqui ocorram em outubro, com destino ao Norte da África e novamente à China.

A entrada do Matopiba na operação amplia o alcance da logística ferroviária para uma das principais fronteiras agrícolas do País e reduz a concentração dos fluxos de exportação nos corredores do Centro-Sul. A estimativa de mais de 800 mil toneladas transportadas em 2026 indica uma rápida expansão da participação ferroviária no escoamento do sorgo. A utilização integrada dos corredores Leste, Sudeste e Norte tende a aumentar a eficiência logística, ampliar o acesso aos portos e criar alternativas de comercialização para produtores e tradings, especialmente em um cenário de crescimento da produção e das exportações brasileiras do cereal. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.