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07/Oct/2026

Futuros do milho sobem com piora da safra nos EUA

Os futuros de milho negociados na Bolsa de Chicago fecharam em alta nesta terça-feira (06/10), sustentados pelo ritmo lento da colheita e pela piora das condições das lavouras nos Estados Unidos. O contrato dezembro avançou 10,75 centavos de dólar, ou 2,16%, e fechou a US$ 5,08 por bushel. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que a colheita de milho avançou apenas 5 pontos porcentuais na última semana, alcançando 23% da área. O ritmo ficou abaixo da média dos últimos cinco anos, de 27%, e inferior à expectativa do mercado, que projetava avanço de 8 pontos porcentuais no período. As condições das lavouras também apresentaram deterioração mais intensa do que o esperado. Segundo o USDA, 54% da safra norte-americana de milho estava em condição boa ou excelente, queda de 3% ante a semana anterior. O mercado projetava redução de apenas 1%, o que reforçou a percepção de perda potencial de produtividade e deu suporte adicional às cotações.

A alta também contou com compras de oportunidade após a queda acumulada de 5,77% registrada na semana anterior. A retração havia levado os preços a níveis considerados mais atrativos por parte dos participantes do mercado, favorecendo a recomposição de posições e contribuindo para a recuperação dos contratos. Apesar dos fundamentos positivos no curto prazo, os ajustes de posições antes da divulgação do relatório mensal de oferta e demanda do USDA limitaram uma valorização mais acentuada. O novo relatório será divulgado na próxima sexta-feira e deverá concentrar as atenções do mercado, principalmente sobre o milho, após a surpresa negativa provocada pelo relatório trimestral de estoques divulgado na semana anterior. No levantamento trimestral, o USDA estimou que os estoques norte-americanos de milho somavam 53,21 milhões de toneladas em 1º de setembro. O volume ficou significativamente acima da expectativa do mercado, de 48,87 milhões de toneladas, contribuindo para a forte pressão sobre os preços e para a queda de 5,77% acumulada na semana passada.

A combinação entre o ritmo de colheita, as condições das lavouras e as estimativas de estoques passa a ser determinante para a formação das expectativas de oferta dos Estados Unidos. A piora de 3% no índice de lavouras boas ou excelentes e o avanço mais lento da colheita oferecem suporte às cotações no curto prazo, mas a elevada disponibilidade indicada pelos estoques mantém um fator de pressão sobre o mercado. O relatório mensal do USDA será importante para definir se a piora recente das condições das lavouras e o atraso da colheita serão suficientes para provocar ajustes nas estimativas de produção e estoques. Até a divulgação dos novos números, o mercado deve permanecer condicionado pelo equilíbrio entre o suporte climático e a recomposição de posições, de um lado, e a elevada disponibilidade de milho indicada pelo levantamento trimestral, de outro.