05/Oct/2026
Segundo projeção da representação do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Pequim, a produção chinesa de milho na temporada 2026/27 deve alcançar 306 milhões de toneladas. O volume representa aumento de 1,58% em relação à estimativa para a temporada 2025/26, de 301,24 milhões de toneladas. A expansão da produção é projetada mesmo diante de danos localizados provocados por condições climáticas adversas. O consumo doméstico de milho na China deve alcançar 322 milhões de toneladas em 2026/27, ante 321 milhões de toneladas estimadas para 2025/26. O uso do cereal para alimentação animal deve somar 240 milhões de toneladas, levemente acima dos 239 milhões de toneladas previstos para o ciclo anterior. Apesar do crescimento da produção e do consumo, a utilização do milho deve ser limitada pela disponibilidade de substitutos com preços competitivos. A relação entre oferta doméstica, demanda e preços relativos dos demais grãos tende a continuar influenciando a composição da matriz de alimentação animal chinesa.
As importações chinesas de milho são projetadas em 6 milhões de toneladas em 2026/27, acima das 4 milhões de toneladas previstas para 2025/26. Mesmo com o aumento esperado das compras externas, a política agrícola chinesa continua priorizando a expansão da produção doméstica por meio de ganhos de produtividade e a redução da dependência de importações de grãos, em uma estratégia voltada à proteção dos produtores locais. O Brasil mantém posição de destaque no fornecimento de milho para a China. Desde 2023, o País é o principal fornecedor do cereal ao mercado chinês, após superar os Estados Unidos e a Ucrânia. Conforme a programação mais recente de embarques, 360 mil toneladas de milho brasileiro devem chegar à China em setembro e mais de 710 mil toneladas estão previstas para outubro, mantendo elevada a participação brasileira no abastecimento externo do mercado chinês. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.