02/Oct/2026
Os futuros de milho fecharam em leve alta nesta quinta-feira (1º/10) na Bolsa de Chicago, após terem operado em baixa durante parte da sessão. A recuperação foi favorecida por compras de oportunidade diante dos preços mais baixos, após a queda superior a 4% registrada na sessão anterior. Na quarta-feira (30/09), o contrato para dezembro rompeu o nível de US$ 5,00 por bushel pela primeira vez desde 21 de agosto. Em setembro, o milho acumulou desvalorização de 6,88%. O vencimento dezembro subiu 1,50 cent, ou 0,30%, e fechou a US$ 5,02 por bushel. As chuvas em áreas do Meio Oeste dos Estados Unidos também contribuíram para limitar as perdas e dar suporte às cotações, ao dificultarem o avanço da colheita.
O clima mais úmido está levando produtores a priorizar a colheita da soja, o que reduz temporariamente o ritmo dos trabalhos nas lavouras de milho. A pressão observada na sessão anterior foi ampliada pela divulgação de estoques norte-americanos acima das expectativas do mercado. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estimou que as reservas de milho em 1º de setembro somavam 53,21 milhões de toneladas, ante expectativa de 48,87 milhões de toneladas dos analistas. O nível elevado dos estoques aumenta a disponibilidade interna e amplia a margem de segurança para eventuais reduções futuras na produtividade.
O volume de estoques acima do esperado cria uma espécie de colchão para o mercado diante de possíveis cortes na produtividade estimada nos Estados Unidos. Caso o USDA não reduza a projeção de produtividade na próxima semana, a percepção dos agentes poderá se tornar ainda mais negativa, ampliando a pressão sobre as cotações. O avanço foi limitado pelo fortalecimento do dólar ante as principais moedas, movimento que reduz a competitividade das commodities norte-americanas para compradores estrangeiros. As vendas externas de milho dos Estados Unidos também permaneceram em nível relativamente fraco. Os exportadores norte-americanos venderam 536 mil toneladas de milho da safra 2026/27 na semana encerrada em 24 de setembro. O volume ficou próximo do piso das estimativas dos analistas.