01/Oct/2026
Os futuros de milho fecharam em forte queda nesta quarta-feira (30/09) na Bolsa de Chicago, pressionados pela liquidação de posições compradas por fundos após a divulgação de estoques nos Estados Unidos acima das expectativas. O contrato com vencimento em dezembro caiu 21,25 cents, ou 4,07%, e fechou a US$ 5,00 por bushel. Em setembro, acumulou queda de 6,88%. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou, em seu relatório trimestral de estoques, que as reservas de milho totalizavam 53,22 milhões de toneladas, em 1º de setembro de 2026. A combinação de estoques elevados e uma posição comprada especulativa ainda expressiva ampliou a pressão sobre os preços.
Levantamento semanal da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC) indicou que os fundos mantinham saldo líquido comprado de 404.097 lotes em 22 de setembro. Antes da divulgação do relatório de estoques, os contratos de milho operavam em leve alta, em parte sustentados pelo ritmo mais lento da colheita nos Estados Unidos. O USDA informou que os trabalhos haviam alcançado 18% da área no domingo, ante 17% na mesma data de 2025 e 18% na média dos cinco anos anteriores. As condições climáticas também permanecem no radar do mercado. As chuvas recentes e as previstas para os próximos dias aumentam o risco de atrasos no avanço da colheita norte-americana, limitando parcialmente a pressão baixista provocada pelos dados de estoques.
O fortalecimento do petróleo também oferecia suporte às cotações do milho ao melhorar a competitividade relativa do etanol, produzido principalmente a partir do cereal nos Estados Unidos. Esse fator, entretanto, não foi suficiente para compensar o impacto dos estoques acima do esperado e da liquidação das posições compradas. Dados da Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos (EIA) mostraram que a produção média de etanol recuou 2,04% na semana encerrada em 25 de setembro, de 1,028 milhão para 1,007 milhão de barris por dia. O resultado ficou próximo do piso das estimativas dos analistas, entre 1 milhão e 1,1 milhão de barris por dia. Os estoques de etanol também diminuíram 3,24% no período, de 24,7 milhões para 23,9 milhões de barris.