30/Sep/2026
Os futuros de milho fecharam em leve baixa nesta terça-feira (29/09) na Bolsa de Chicago, pressionados pela valorização do dólar ante as principais moedas e pelo recuo dos preços do petróleo. O vencimento dezembro caiu 1,00 cent, ou 0,19%, e fechou a US$ 5,22 por bushel. O dólar mais forte reduz a atratividade das commodities norte-americanas para compradores estrangeiros, enquanto o petróleo mais barato diminui a competitividade relativa do etanol, produzido principalmente a partir do milho nos Estados Unidos. A retirada das tarifas chinesas sobre o milho norte-americano, anunciada no fim de semana, melhora a competitividade do cereal dos Estados Unidos em relação aos principais concorrentes, especialmente os países da América do Sul.
Apesar disso, os preços do milho norte-americano permanecem relativamente elevados no curto prazo em comparação com o produto argentino, que conta com uma safra recorde. Para a temporada 2026/27, a perspectiva também é de produção elevada na Argentina, que poderá se aproximar das 70,5 milhões de toneladas colhidas na safra anterior caso o fenômeno El Niño proporcione maior disponibilidade de água durante o período crítico das lavouras, segundo avaliação da Bolsa de Comércio de Rosário. As perdas foram limitadas pelo ritmo mais lento da colheita nos Estados Unidos. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que a colheita da safra 2026/27 alcançou 18% da área até o dia 27 de setembro, ante 17% no mesmo período do ano passado e 18% na média dos cinco anos anteriores. O mercado esperava avanço para 20%.
As chuvas recentes e as previstas para os próximos dias aumentam a possibilidade de atraso no avanço dos trabalhos. Em condições normais, a colheita de milho nos Estados Unidos alcança metade da produção por volta de 16 ou 17 de outubro. Em anos de ritmo mais lento, como 2017 e 2019, cerca de 30% da produção havia sido colhida até esse período, mantendo o mercado atento à evolução do clima e dos trabalhos de campo. O mercado também ajustou posições antes da divulgação do relatório trimestral de estoques do USDA, prevista para esta quarta-feira (30/09). Analistas projetam que as reservas de milho dos Estados Unidos em 1º de setembro sejam estimadas em 48,87 milhões de toneladas, ante 39,4 milhões de toneladas na mesma data do ano passado. O aumento previsto dos estoques reforça a atenção sobre o balanço de oferta e demanda norte-americano no início da nova temporada.