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29/Sep/2026

Futuros recuam apesar do alívio tarifário chinês

Os futuros de milho fecharam em baixa nesta segunda-feira (28/09) na Bolsa de Chicago, apesar da retirada das tarifas adicionais chinesas sobre o cereal norte-americano. O mercado avaliou que a reunião entre os presidentes dos Estados Unidos e da China, Donald Trump e Xi Jinping, na semana passada, produziu poucos resultados concretos além do acordo de redução recíproca de tarifas. O contrato dezembro recuou 5,25 centavos de dólar por bushel, ou 0,99%, e fechou a US$ 5,23 por bushel. A retirada da tarifa melhora a competitividade do milho dos Estados Unidos frente aos principais concorrentes, especialmente os países da América do Sul, em um momento de oferta limitada da Ucrânia nos mercados internacionais.

O movimento, contudo, ainda não foi acompanhado por novos compromissos concretos de compras agrícolas por parte da China, mantendo limitada a reação dos preços. Apesar do alívio tarifário, o milho norte-americano permanece relativamente mais caro no curto prazo em comparação com o cereal da Argentina, que colheu uma safra recorde. A diferença de preços reduz o impacto imediato da retirada das tarifas sobre a competitividade dos Estados Unidos e mantém a necessidade de confirmação de novas compras chinesas para que o benefício comercial se traduza em maior demanda efetiva. Os dados mais recentes de embarques também indicam ritmo mais moderado.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que 1,57 milhão de toneladas de milho foram inspecionadas para embarque nos portos do país na semana encerrada em 24 de setembro, queda de 20,1% ante a semana anterior. O mercado também ajustou posições antes da divulgação do relatório trimestral de estoques do USDA, prevista para esta quarta-feira (30/09). Analistas estimam que os estoques de milho nos Estados Unidos em 1º de setembro fiquem acima das 39,4 milhões de toneladas registrados na mesma data do ano anterior. O aumento projetado dos estoques norte-americanos reforça a perspectiva de maior disponibilidade doméstica no início do novo ciclo e limita o suporte proporcionado pela retirada das tarifas chinesas. Com isso, o mercado permanece condicionado à combinação entre o tamanho da oferta dos Estados Unidos, o ritmo dos embarques e a eventual materialização de novas compras da China.