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28/Sep/2026

Futuros recuperam perdas e fecham em leve alta

Os futuros de milho negociados na Bolsa de Chicago fecharam em alta, mas próximos da estabilidade na sexta-feira (25/09), recuperando parte das perdas registradas no início da sessão. O mercado reagiu após três pregões consecutivos de queda, período em que acumulou desvalorização de 2,85%. O contrato dezembro avançou 0,75 cent, ou 0,14%, e fechou a US$ 5,28 por bushel. Na semana passada, acumulou ganho de 0,14%. A perspectiva de redução da safra na União Europeia, em decorrência das sucessivas ondas de calor registradas em alguns países do bloco, também contribuiu para sustentar as cotações. Na França, apenas 23% das lavouras de milho foram classificadas como boas ou excelentes pela FranceAgriMer. O índice permaneceu estável ante a semana anterior, mas ficou muito abaixo dos 62% registrados no mesmo período do ano passado. Durante a sessão, os preços chegaram a recuar 2,42%, refletindo a ausência de anúncios relevantes para o setor agrícola após a reunião entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping.

A extensão da trégua comercial por dois meses, até 10 de janeiro, e a previsão de novos encontros entre os dois países foram consideradas sinais positivos, mas não eliminaram a frustração entre parte dos investidores que mantinham posições compradas. Também não houve indicação de avanço nas negociações relacionadas às possíveis compras de US$ 17 bilhões em produtos agrícolas norte-americanos não relacionados à soja, nem confirmação desse compromisso por parte da China. A falta de detalhes sobre o acordo manteve pressão sobre o mercado. Apesar desse movimento, avaliações indicam que eventuais correções negativas podem ter duração limitada diante da perspectiva de uma oferta global de grãos mais restrita. Nesse contexto, preços mais baixos podem estimular novas compras por parte dos participantes do mercado. A demanda permanece como outro fator de sustentação para as cotações.

Há expectativa de que o consumo e as exportações de milho permaneçam firmes, enquanto os relatos de campo apontam para um número crescente de produtores registrando produtividades abaixo das expectativas, fator que pode reduzir a disponibilidade efetiva do cereal. O mercado também começa a ajustar posições antes da divulgação do relatório trimestral de estoques do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), prevista para quarta-feira (30/09). Analistas estimam que os estoques de milho norte-americanos em 1º de setembro sejam de 48,87 milhões de toneladas, ante 39,4 milhões de toneladas em igual data do ano anterior. A combinação entre estoques norte-americanos mais elevados, incertezas sobre as compras chinesas e sinais de menor produtividade no campo mantém o mercado dividido entre a pressão de curto prazo e fatores de sustentação para os preços, enquanto os participantes aguardam os dados oficiais de estoques e novas informações sobre a demanda internacional.