25/Sep/2026
Os preços do milho no mercado brasileiro podem subir nos próximos meses, mas o movimento não deve ser expressivo, diante da oferta disponível e de exportações abaixo do ritmo de 2025. Há possibilidade de melhora dos embarques nos próximos meses após uma recuperação recente da competitividade brasileira. A oferta doméstica continua confortável. O Brasil retomou a competitividade nas exportações de milho. Hoje, é possível competir tanto na Ásia quanto na Europa. Assim, deve haver aceleração dos embarques até dezembro, mas ainda abaixo do resultado do ano passado. O ajuste entre uma produção maior e a demanda doméstica deve ocorrer principalmente nas vendas externas. Esse quadro limita o potencial de alta nos preços no curto prazo. A leitura muda quando o mercado olha para 2ª safra de 2027. Os contratos mais longos da B3 já são negociados em níveis bem superiores aos preços atuais do mercado físico, incorporando riscos para a próxima 2ª safra.
Em Mato Grosso, na região de Sorriso, tradings mantêm as indicações na faixa de R$ 53,00 a R$ 53,50 por saca de 60 Kg FOB, para embarque imediato e R$ 55,00 por saca de 60 Kg FOB, para embarque em novembro e pagamento em dezembro. As usinas de etanol indicam entre R$ 58,00 e R$ 60,00 por saca de 60 Kg CIF, para entregas em outubro ou novembro e pagamento estendido para abril de 2027. Para 2ª safra de 2027, tradings indicam entre R$ 47,00 e R$ 49,00 por saca de 60 Kg FOB, ante entre R$ 50,00 e R$ 51,00 por saca de 60 Kg praticados há 7 dias. Os produtores preferem aguardar a consolidação do plantio da soja para tomar posições de venda do cereal. No Paraná, na região de Guarapuava, a dinâmica reflete o compasso de espera decorrente do diferencial de preços entre a compra e a venda. Os preços mantêm relativa estabilidade, com o vendedor sustentando ofertas entre R$ 68,00 e R$ 70,00 por saca de 60 Kg FOB, enquanto indústrias de ração indicam R$ 65,00 por saca de 60 Kg FOB. A ‘queda de braço’ trava o avanço de novos contratos.