25/Sep/2026
Os contratos futuros de milho fecharam em leve baixa na Bolsa de Chicago nesta quinta-feira (24/09), com investidores reduzindo posições compradas diante da possibilidade de que o encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, não resulte em compromissos relevantes de compra do cereal norte-americano. Dados da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC) mostraram que os fundos mantinham posição líquida comprada de 414.460 lotes na semana encerrada em 15 de setembro. O vencimento dezembro recuou 1,50 cent, ou 0,28%, e fechou a US$ 5,27 por bushel. O avanço da colheita nos Estados Unidos também pressionou as cotações, embora as chuvas tenham interrompido os trabalhos em algumas áreas do Meio Oeste.
Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a colheita alcançou 13% da área até o dia 20 de setembro, ante 10% no mesmo período do ano passado e 11% na média dos cinco anos anteriores. Os dados de vendas externas dos Estados Unidos mostraram demanda dentro das expectativas. O USDA informou que os exportadores norte-americanos venderam 838,3 mil toneladas de milho da safra 2026/27 na semana encerrada em 17 de setembro. Para a safra 2027/28, foram registradas vendas de 2,5 mil toneladas. O volume combinado de 840,8 mil toneladas ficou dentro das projeções dos analistas, que variavam de 500 mil a 1,6 milhão de toneladas. A possibilidade de uma safra menor na União Europeia limitou as perdas.
O cenário é influenciado por sucessivas ondas de calor registradas em alguns países do bloco. Na França, apenas 23% das lavouras de milho estavam classificadas como boas ou excelentes até 14 de setembro, segundo a FranceAgriMer. O índice recuou de 26% na semana anterior e ficou muito abaixo dos 62% registrados no mesmo período de 2025. O percentual é o menor da série histórica da FranceAgriMer, iniciada em 2011. O avanço dos preços do petróleo também contribuiu para limitar a pressão sobre o milho, ao melhorar a competitividade relativa do etanol produzido nos Estados Unidos, onde o cereal é a principal matéria-prima para fabricação do biocombustível. A relação entre milho, etanol e petróleo permanece, portanto, como um dos fatores de suporte às cotações, em contraposição à pressão exercida pelo avanço da colheita norte-americana e pela redução das posições compradas dos fundos.