24/Sep/2026
Os futuros de milho fecharam em baixa na Bolsa de Chicago nesta quarta-feira (23/09), com investidores dando continuidade à liquidação de posições compradas após a alta de quase 3% registrada na segunda-feira (21/09). O movimento ocorre em meio ao avanço da colheita nos Estados Unidos, embora as chuvas excessivas em parte do noroeste do Cinturão do Milho estejam atrasando o início dos trabalhos em algumas áreas. O contrato dezembro recuou 7,75 centavos de dólar, ou 1,44%, e fechou a US$ 5,29 por bushel. Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicam que a colheita de milho alcançou 13% da área até o dia 20 de setembro, ante 10% no mesmo período de 2025 e 11% na média dos cinco anos anteriores.
O avanço da colheita contribui para ampliar a disponibilidade física no curto prazo e limita o suporte proporcionado pelas preocupações climáticas em regiões que receberam volumes excessivos de chuva. Os operadores também mantiveram postura cautelosa antes da reunião entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, prevista para esta quinta-feira (24/09), em Washington. Até o momento, não foram registrados avanços relevantes nem houve confirmação por parte da China de novas compras de produtos agrícolas dos Estados Unidos além da soja. Com as posições compradas dos fundos em grãos e oleaginosas ainda elevadas, eventuais anúncios sobre a concretização dessas compras podem influenciar as cotações, enquanto a ausência de novos negócios pode aumentar a pressão sobre os contratos.
As perdas foram limitadas pelas perspectivas de uma produção menor de milho na União Europeia, em razão das sucessivas ondas de calor registradas em alguns países do bloco. Na França, apenas 23% das lavouras de milho estavam classificadas como boas ou excelentes até 14 de setembro, segundo a FranceAgriMer. O índice caiu de 26% na semana anterior e ficou muito abaixo dos 62% registrados em igual período de 2025. O percentual é o menor da série histórica da FranceAgriMer, iniciada em 2011. O USDA informou que exportadores dos Estados Unidos reportaram venda de 100 mil toneladas de milho para o México, com entrega prevista para o ano comercial 2026/27. O negócio adiciona suporte pontual à demanda externa pelo cereal norte-americano, em um mercado ainda influenciado pelo ritmo da colheita nos Estados Unidos, pelas posições financeiras dos fundos e pelas expectativas em torno das relações comerciais entre Estados Unidos e China.