23/Sep/2026
O fim da colheita do milho 2ª safra de 2026 deve aumentar gradualmente a presença de compradores no mercado brasileiro e pode dar algum suporte adicional aos preços nesta semana. Indústrias de ração e etanol devem começar a reforçar as compras para o fim do ano. O encerramento dos trabalhos reduz a oferta que chegava diretamente ao mercado. Não tem mais entrada de milho de balcão para os consumidores. De agora em diante eles vão começar a se preparar com compras para o final do ano.
O cenário ocorre após semanas de pouca direção nos preços. A demanda externa, por enquanto, oferece menor sustentação. Nos níveis atuais, o mercado doméstico está mais competitivo em algumas regiões. As indicações nos portos giram entre R$ 75,00 e R$ 78,00 por saca de 60 Kg, mas o valor líquido recebido pelo produtor no interior fica abaixo de negócios regionais. O mercado ainda não está tão atrativo para o vendedor. A expectativa, por isso, é de maior participação da demanda interna. É possível que uma pequena alta venha nesta semana.
No Paraná, na região de Cascavel, a demanda interna já resulta em valorização no mercado físico, sustentada pela reação do setor de proteína animal e pela menor oferta de grão de alta qualidade disponível. Os compradores do mercado interno indicam entre R$ 63,00 e R$ 64,00 por saca de 60 Kg CIF. Indústrias do sudoeste do Estado pagam até R$ 67,00 por saca de 60 Kg CIF. As indicações de tradings estão entre R$ 70,00 e R$ 72,00 por saca de 60 Kg CIF Porto de Paranaguá.
Em Mato Grosso do Sul, na região de Dourados, a demanda das indústrias de ração e do consumo local também supera as indicações de embarque para o exterior. Fábricas de ração e usinas de etanol indicam entre R$ 55,00 e R$ 56,00 por saca de 60 Kg FOB, para retirada em setembro. A paridade de exportação recuou para a casa de R$ 53,00 por saca de 60 Kg FOB, ante R$ 55,00 por saca de 60 Kg FOB, há 7 dias. Para 2ª safra de 2027, as indicações operam entre R$ 56,00 e R$ 57,00 por saca de 60 Kg.