23/Sep/2026
Os futuros de milho fecharam em baixa na Bolsa de Chicago nesta terça-feira (22/09), pressionados pela realização de lucros após a alta de quase 3% registrada na sessão anterior. O recuo do petróleo também contribuiu para a queda, ao reduzir a competitividade relativa do etanol, principal biocombustível produzido a partir do milho nos Estados Unidos. O contrato dezembro recuou 6,25 cents, ou 1,15%, e fechou a US$ 5,36 por bushel. O avanço da colheita nos Estados Unidos também pesou sobre os contratos. Os trabalhos mantiveram ritmo considerado favorável, apesar das fortes chuvas registradas em partes do Meio Oeste na semana passada.
Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a colheita alcançava 13% da área até o dia 20 de setembro, ante 10% em igual período de 2025 e 11% na média dos cinco anos anteriores. O USDA informou ainda que 57% da safra norte-americana de milho apresentava condição boa ou excelente, sem alteração ante a semana anterior. Em igual período do ano passado, o índice era de 66%, indicando condição inferior das lavouras em relação ao ciclo anterior. As perdas foram limitadas pela perspectiva de redução da produção de milho na União Europeia, após sucessivas ondas de calor em alguns países do bloco.
Na França, a produção de milho forrageiro da safra 2026/27 poderá ser a menor desde pelo menos 1980, conforme o serviço de estatísticas do Ministério da Agricultura da França. No Brasil, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que a colheita de milho da 2ª safra de 2026 alcançava 98,7% da área semeada até o dia 20 de setembro, avanço de 0,6% ante a semana anterior. Em relação ao mesmo momento da safra passada, quando 99,6% da área já havia sido colhida, há atraso de 0,95%. Na Argentina, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires projeta que a área de milho da safra 2026/27 permaneça estável em 8,4 milhões de hectares. A produção, contudo, deve aumentar de 64 milhões para 66 milhões de toneladas.