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23/Sep/2026

Óleo de Milho: Petrobras usa em asfalto sustentável

A Petrobras iniciou, em junho, o uso de óleo técnico de milho (TCO) como matéria-prima renovável na fabricação do ligante asfáltico CAP Pro R. A produção começou na Refinaria Henrique Lage (Revap), em São José dos Campos, em São Paulo, e já soma 95 mil toneladas. A iniciativa amplia o uso de matérias-primas renováveis nas operações da companhia e integra produtos de origem agrícola à cadeia de produção de asfaltos. O TCO é um óleo residual semirrefinado obtido durante o processamento de milho destinado à produção de etanol e também utilizado na fabricação do CAP Pro R, um tipo de cimento asfáltico. Atualmente, o insumo é adquirido da Inpasa. A matéria-prima, de origem 100% renovável, passa a integrar o portfólio de insumos sustentáveis utilizados nas operações da Petrobras, em uma estratégia de ampliação e desenvolvimento de fornecedores de matérias-primas desse tipo.

O TCO já era empregado na produção de combustíveis avançados, como o SAF (Sustainable Aviation Fuel) e o Diesel R, diesel renovável. Com a aplicação na fabricação de asfalto, a utilização do óleo de milho avança para uma integração maior entre cadeias renováveis e o aproveitamento de produtos agrícolas em diferentes segmentos industriais. A utilização do TCO no CAP Pro R amplia o leque de matérias-primas renováveis utilizadas pelas refinarias e integra a estratégia de diversificação do portfólio com produtos de menor intensidade de carbono. A iniciativa também busca agregar valor às matérias-primas, reduzir emissões e ampliar alternativas de menor impacto ambiental. Para a Inpasa, a utilização do óleo de milho na produção de asfalto amplia as possibilidades de aplicação do insumo e reforça sua participação em iniciativas de descarbonização.

O uso do produto em infraestrutura viária também representa uma nova aplicação para uma matéria-prima gerada a partir do processamento do milho para produção de etanol. O CAP Pro R integra a linha de asfaltos mais sustentáveis da Petrobras, desenvolvida com foco em desempenho e sustentabilidade. A proposta é reduzir a pegada de carbono ao longo do ciclo de vida do produto e ampliar as soluções disponíveis para o mercado de infraestrutura viária. A Petrobras também destaca que o cimento asfáltico de petróleo (CAP) não é destinado à queima. Dessa forma, as principais emissões associadas ao produto estão relacionadas às etapas de produção e aplicação. Depois de utilizado na pavimentação, o material mantém o carbono fixado ao longo de sua vida útil. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.