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21/Sep/2026

Preços do milho firmes no mercado doméstico

Os valores do milho registram movimentos distintos dentre as regiões. Em São Paulo, as negociações estão limitadas e as cotações, em baixa. Em algumas regiões produtoras, os preços registram alta nos últimos dias O Indicador do milho ESALQ/BM&F (Campinas - SP) apresenta recuo de 1,3% nos últimos sete dias, cotado a R$ 69,25 por saca de 60 Kg. Na parcial do mês, a baixa é de 1,4%. A retração também é registrada nas regiões de Itapeva (-0,55%) e da Mogiana (-0,75%). No Estado, os compradores priorizam o consumo dos estoques, em detrimento de realizarem novas aquisições no mercado spot. Apesar da demanda enfraquecida, os produtores também têm limitado parte dos lotes para negociação, visto que parte deles está focada nos trabalhos de campo, atenta às previsões climáticas e à possibilidade de efeitos negativos na produtividade das lavouras. Nas regiões produtoras de Rondonópolis (MT), Dourados (MS) e oeste do Paraná, os avanços são de 1,2%, 0,18% e 0,2%, respectivamente, nos últimos sete dias.

Observa-se alta de 0,2% no mercado de balcão (valor recebido pelo produtor) nos últimos sete dias e de 0,1% no mercado de lotes (negociação entre empresas). Na B3, o vencimento Nov/26 registra baixa de 0,5% nos últimos sete dias, acompanhando as quedas do mercado internacional, a R$ 76,42 por saca de 60 Kg. O contrato Jan/27 se mantém estável, sustentado pela indefinição quanto à oferta no início do próximo ano, cotado a R$ 80,30 por saca de 60 Kg. O ritmo das exportações segue abaixo do verificado no mesmo período do ano anterior. Nos oito primeiros dias úteis de setembro, o Brasil destinou 2,28 milhões de toneladas de milho ao mercado externo, representando 30% de todo o volume escoado em setembro de 2025, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Com a queda nos preços internacionais, os valores nos portos de Paranaguá (PR) e Santos (SP) têm baixas de respectivos 1,7% e 0,4% nos últimos sete dias.

As primeiras estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a temporada 2026/27 apontam aumento de aproximadamente 3% na produção em relação à safra 2025/26, impulsionado sobretudo pela maior área destinada ao cereal, que deve ser 5% superior na mesma comparação, com a produção estimada em 148 milhões de toneladas. Esse aumento de área deve compensar a menor produtividade da safra de verão (1ª safra 2026/2027) e da 2ª safra de 2027, que, por sua vez, podem ser afetadas pelas adversidades climáticas (devido ao El Niño), além das tensões geopolíticas, que podem encarecer os insumos utilizados na produção do cereal. O consumo brasileiro da safra 2026/27 também deve ser maior, refletindo o aumento na produção de rações e de etanol de milho, passando de 98 milhões de toneladas em 2025/26 para 104,8 milhões em 2026/27. As exportações foram elevadas em 2,1 milhões de toneladas, para 46 milhões de toneladas.

Com isso, ao final da temporada, os estoques de passagem podem ser de 14,52 milhões de toneladas em janeiro/28. No Brasil, as chuvas da semana passada atrapalharam pontualmente parte dos trabalhos de campo na Região Sul. No Paraná, dados do Departamento de Economia Rural (Deral/Seab) do dia 14 de setembro indicam que faltam 5% da área do milho 2ª safra de 2026 para ser colhida. Da safra de verão (1ª safra 2026/2027), os dados apontam que 43% da área destinada ao cereal já havia sido semeada, sendo que 97% estavam em excelente estado de desenvolvimento e 3%, em médio. No Rio Grande do Sul, dados da Emater-RS indicam que 60% da área destinada ao milho safra de verão (1ª safra 2026/27) já foi semeada, avanço semanal de 6%. Em Santa Catarina, 21,7% da área foi plantada até o dia 11 de setembro, segundo a Conab. A média nacional chegou a 17,6%, avanço semanal de 6,6% e acima da média dos últimos cinco anos, de 14,4%, segundo os dados da Conab até o dia 11 de setembro.

Quanto à 2ª safra de 2026, a colheita chegou a 98,1% da área nacional, acima dos 97,9% da média dos últimos cinco anos, conforme a Conab. Nos Estados Unidos, os preços acumulam pequenas baixas, influenciados pelo avanço da colheita no país e pela maior intenção de vendas por produtores. No entanto, as quedas são contidas por preocupações com o ritmo da colheita, que pode se desacelerar após as fortes tempestades em Estados produtores. Na Bolsa de Chicago, os contratos Dez/26 e Mar/27 registram recuo de 0,6% e 0,8% nos últimos sete dias, a US$ 5,30 por bushel e a US$ 5,44 por bushel, respectivamente. No relatório semanal Crop Progress, o USDA indicou que, até o dia 13 de setembro, 8% da área foi colhida nos Estados Unidos, contra 5% na semana anterior e 7% no mesmo período de 2025. Na Argentina, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires apontou que a semeadura da temporada 2026/27 chegou a 11,1% da área nacional até o dia 17 de setembro. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.