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18/Sep/2026

Futuros do milho caem com liquidação de posições

Os futuros de milho fecharam em baixa nesta quinta-feira (17/09) na Bolsa de Chicago, pressionados pela liquidação de posições compradas, pelo ritmo das vendas externas dos Estados Unidos abaixo do esperado e pelo avanço da comercialização dos produtores norte-americanos. O vencimento dezembro caiu 3,75 cents, ou 0,70%, e fechou a US$ 5,30 por bushel. Dados da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC) mostraram que os fundos elevaram em 3,36% a posição líquida comprada em milho na CBOT na semana encerrada em 8 de setembro, de 401.003 para o recorde de 414.459 lotes.

O aumento da exposição comprada deixou o mercado mais suscetível à realização de lucros e à redução de posições diante dos fatores de pressão observados nesta semana. As vendas externas dos Estados Unidos também limitaram as cotações. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que os exportadores venderam 1,03 milhão de toneladas de milho da safra 2026/27 na semana encerrada em 10 de setembro. O volume ficou no piso das estimativas dos analistas, que variavam de 1 milhão a 2 milhões de toneladas. A comercialização mais agressiva pelos produtores norte-americanos também contribuiu para a pressão sobre os preços. Com as cotações em níveis mais elevados, os agricultores vêm aproveitando o mercado para vender estoques, ao mesmo tempo em que precisam liberar espaço nos silos para a entrada da nova safra.

O avanço da colheita nos Estados Unidos reforça esse movimento de aumento da oferta física no curto prazo. As operações de campo, contudo, podem perder ritmo temporariamente devido às fortes tempestades registradas no leste de Nebraska, Iowa, sul de Minnesota e norte de Illinois. A combinação entre maior oferta disponível, vendas dos produtores e necessidade de liquidação de posições compradas mantém o viés de pressão sobre os futuros de milho, enquanto as condições climáticas passam a ser um fator de acompanhamento para o ritmo da colheita.