18/Sep/2026
Segundo a AgResource, a produtividade da safra norte-americana de milho deve ficar entre 10,99 e 11,05 toneladas por hectare. Em Indiana, Ohio e Missouri, os rendimentos relatados estão abaixo dos níveis observados no ano anterior. Em Iowa, os resultados variam desde níveis semelhantes aos de 2025 até perdas. A perda de potencial produtivo do milho é atribuída principalmente às temperaturas elevadas registradas em julho e agosto. O milho apresenta, neste momento, maior risco de revisão negativa da produtividade do que a soja.
A avaliação sobre o milho é mais heterogênea entre os Estados produtores, com atenção especial para Iowa diante dos dados levantados em campo. A evolução das estimativas de produtividade será determinante para dimensionar a disponibilidade da safra e o nível de estoques norte-americanos ao longo da temporada. O Brasil também influencia o balanço global do milho. As exportações brasileiras estão abaixo do ritmo de anos anteriores, enquanto uma parcela maior da produção vem sendo absorvida pelo mercado doméstico, inclusive pela indústria de etanol.
Com a Argentina avançando para o fim de sua temporada de comercialização, a redução da oferta disponível na América do Sul pode ampliar o espaço para o cereal dos Estados Unidos no comércio internacional. A AgResource estima que os estoques norte-americanos de milho, soja e trigo fiquem próximos ou abaixo dos níveis observados entre 2020 e 2022. Nesse cenário, algum grau de racionamento da demanda será necessário, mas a intensidade dependerá principalmente das próximas estimativas de produtividade e do tamanho final dos déficits de oferta. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.