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18/Sep/2026

EUA amplia estratégia de exportar biocombustíveis

O governo dos Estados Unidos avançou na estratégia de fortalecimento da indústria doméstica de biocombustíveis com um plano voltado à ampliação das exportações e à redução de políticas adotadas por países importadores que restringem o uso de combustíveis produzidos a partir de culturas agrícolas norte-americanas, principalmente milho e soja. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou o documento The American Biofuels Trade Outlook, que estabelece ações para ampliar as vendas externas e aponta que o crescimento futuro das exportações dependerá tanto da expansão da produção doméstica quanto de mudanças regulatórias e de mercado nos países compradores.

Em 2025, as exportações norte-americanas de etanol atingiram recorde histórico, com 2,2 bilhões de galões embarcados e receita estimada em US$ 4,7 bilhões. A estratégia está estruturada em quatro frentes. A primeira prevê estimular a mistura de etanol no consumo de combustíveis, com prioridade para mercados de ruptura na América Latina e no Sudeste Asiático. O plano inclui ações para superar dificuldades de implementação no Vietnã e apoiar a adoção e execução de políticas de mistura E10. A segunda frente concentra-se na redução e remoção de restrições aos biocombustíveis produzidos a partir de matérias-primas agrícolas.

O USDA aponta a necessidade de limitar a influência da União Europeia sobre regras adotadas por parceiros comerciais dos Estados Unidos e de contestar informações consideradas pelo governo norte-americano como desinformação sobre os biocombustíveis agrícolas. A estratégia também contempla ampliação de investimentos em pesquisa, divulgação e assistência técnica. Na abertura de novos mercados, o USDA prevê engajamento técnico para elevar os níveis de mistura de etanol no México e identifica oportunidades de longo prazo na Ásia, especialmente na Indonésia, no Japão e no Vietnã. A Índia também aparece como mercado prioritário, com aprofundamento do diálogo para reduzir barreiras comerciais e ampliar a demanda.

O plano inclui ainda iniciativas no Paquistão e um projeto-piloto de uso de etanol na Nigéria. A quarta frente prevê atuação dos Estados Unidos em organismos internacionais, como a Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO) e a Organização Marítima Internacional (IMO), com o objetivo de evitar a adoção de padrões que reduzam a competitividade dos biocombustíveis norte-americanos. A estratégia também prevê apoio à tramitação de legislação para permitir a comercialização de E15 durante todo o ano, ampliando o espaço para o etanol no mercado doméstico norte-americano e reforçando a base de produção necessária à expansão das exportações. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.