16/Sep/2026
Segundo o Itaú BBA, as cotações do milho seguem sustentadas pela redução da estimativa para a safra dos Estados Unidos e pelo aumento da dependência do mercado global em relação ao suprimento da América do Sul. Na Bolsa de Chicago, a média do primeiro vencimento do milho alcançou US$ 4,68 por bushel em agosto. No mercado físico brasileiro, os preços permaneceram estáveis, com a saca negociada em torno de R$ 47,00 por saca de 60 Kg em Sorriso (MT). A revisão para baixo da produção norte-americana reduziu a percepção de excesso de oferta e aumentou a sensibilidade das cotações às condições da safra 2026/27 na América do Sul. No mercado brasileiro, a atenção se concentra na janela de plantio do milho 2ª safra de 2027, diretamente condicionada ao ritmo de semeadura e colheita da soja.
A evolução das chuvas no Centro-Oeste e no Sul do Brasil durante a primavera será determinante para a definição do calendário das lavouras. Um eventual atraso no plantio da oleaginosa pode reduzir a janela considerada ideal para a 2ª safra de 2027, elevando os riscos climáticos para o milho no primeiro semestre de 2027. No cenário internacional, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduziu a estimativa para a produção norte-americana de milho de 406,75 milhões de toneladas para 401,33 milhões de toneladas no relatório de oferta e demanda de setembro. Com o ajuste, os estoques finais foram revisados de 41,98 milhões de toneladas para 39,79 milhões de toneladas. Apesar da redução, a oferta dos Estados Unidos permanece em nível confortável, mas com menor margem para absorver eventuais frustrações de safra no Hemisfério Sul.
A demanda internacional continua firme. Nos Estados Unidos, as estimativas para o consumo industrial, de alimentos e de sementes permaneceram inalteradas. O uso de milho para produção de etanol e a demanda para ração animal sustentam o consumo doméstico, enquanto as exportações norte-americanas foram mantidas em 83,19 milhões de toneladas. No Brasil, os embarques de milho pelos portos ganharam ritmo a partir de agosto, impulsionados pela necessidade de escoamento da 2ª safra recém-colhida. O cenário combina uma oferta norte-americana ainda confortável, mas menor que a anteriormente projetada, com maior importância da produção sul-americana para o equilíbrio global, o que mantém o mercado mais sensível ao desenvolvimento climático e ao calendário de plantio da próxima temporada. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.