16/Sep/2026
A expansão da indústria de etanol de milho na Região Centro-Oeste tem contribuído para o crescimento do cultivo de milho e para a ampliação da área destinada ao sorgo no Brasil. A maior demanda por matéria-prima fortalece o consumo doméstico de cereais e cria um mercado adicional para a produção, ao mesmo tempo em que o processamento gera coprodutos utilizados na alimentação animal. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta produção total de milho de 148 milhões de toneladas na safra 2026/27, considerando as três safras do cereal, alta de 2,8% ante a temporada anterior. A área cultivada deve avançar 4,9%, para 23,7 milhões de hectares, compensando parcialmente a queda de 2,0% prevista na produtividade média, para 6.244 quilos por hectare.
O consumo doméstico de milho deve crescer 6,7% em 2026/27, com a expansão da indústria de etanol de milho como um dos principais fatores de sustentação da demanda. O processamento amplia a utilização do cereal no mercado interno e reduz a dependência da comercialização exclusivamente para exportação, enquanto as vendas externas devem permanecer em patamar elevado. Além da demanda direta pelo grão, a produção de etanol agrega valor por meio da geração de coprodutos destinados à alimentação animal. Esse fluxo amplia a integração entre as cadeias de milho, biocombustíveis e proteínas animais, criando maior sustentação para a expansão da produção agrícola no Centro-Oeste. O avanço da indústria de etanol também favorece a expansão do sorgo.
A utilização do cereal como matéria-prima complementar pelas usinas amplia as alternativas de suprimento e contribui para o crescimento da área cultivada. O movimento reforça a diversificação da base de matérias-primas utilizada pela indústria de biocombustíveis e cria novas oportunidades de mercado para os produtores. O cenário para 2026/27 indica, portanto, que a expansão do etanol de milho está consolidando uma nova fonte estrutural de demanda por cereais no Brasil. O aumento do consumo interno, combinado à manutenção das exportações em níveis elevados, tende a sustentar a necessidade de maior produção e área cultivada, mesmo diante da expectativa de redução da produtividade média. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.