ANÁLISES

AGRO


SOJA


MILHO


ARROZ


ALGODÃO


TRIGO


FEIJÃO


CANA


CAFÉ


CARNES


FLV


INSUMOS

15/Sep/2026

Futuros do milho avançam acompanhando petróleo

Os futuros de milho fecharam em leve alta na Bolsa de Chicago nesta segunda-feira (14/09), sustentados parcialmente pelo fortalecimento do petróleo, que melhora a competitividade relativa do etanol. Nos Estados Unidos, o milho é a principal matéria-prima utilizada na produção do biocombustível. O vencimento dezembro do cereal subiu 3,00 cents, equivalente a 0,57%, e fechou a US$ 5,33 por bushel. As perdas em algumas safras da União Europeia, provocadas por sucessivas ondas de calor em determinados países do bloco, também contribuíram para dar suporte às cotações. A continuidade do conflito no Mar Negro acrescentou sustentação ao mercado.

A consultoria APK-Inform reduziu de 24 milhões para 22 milhões de toneladas sua estimativa para as exportações de milho da Ucrânia, quarto maior fornecedor mundial do cereal, em razão das atuais restrições aos embarques do país. O movimento de alta foi limitado pelo avanço da colheita nos Estados Unidos e pela intensificação das vendas por parte dos produtores norte-americanos. Os agricultores aproveitam o nível mais elevado das cotações para comercializar estoques e, ao mesmo tempo, precisam liberar espaço nos silos para receber o milho da nova safra, aumentando a disponibilidade no mercado físico. Apesar do avanço na sessão, o posicionamento especulativo indica maior vulnerabilidade do milho a novos movimentos de liquidação.

Levantamento da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC) mostra que os fundos elevaram em 3,36% a posição líquida comprada na semana encerrada em 8 de setembro, de 401.003 para o recorde de 414.459 lotes. O elevado volume de posições compradas amplia o potencial de realização de lucros caso surjam novos fatores baixistas. Os dados de exportação dos Estados Unidos também limitaram o suporte aos preços. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que 1,53 milhão de toneladas de milho foram inspecionadas para exportação nos portos norte-americanos na semana encerrada em 10 de setembro, queda de 8,91% ante a semana anterior.