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15/Sep/2026

PR: El Niño forte elevará risco climático às safras

O Sistema Faep alerta para um cenário de maior adversidade climática na agricultura do Paraná, com previsão de ocorrência de El Niño de forte intensidade a partir de outubro, conforme projeções do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cimepar) do Paraná. As condições já provocaram impactos em 34 municípios do Estado, incluindo dois tornados registrados em Francisco Alves e Espigão Alto do Iguaçu. Os eventos atingiram 17,6 mil pessoas e causaram destruição de lavouras em germinação, queda de galpões, danos em confinamentos de gado e interrupções no fornecimento de energia elétrica em propriedades rurais. O cenário climático indica que as perdas agropecuárias deverão ocorrer em diferentes intensidades, enquanto os alertas meteorológicos ampliam a necessidade de adoção de medidas preventivas pelos produtores para reduzir danos e preservar a capacidade produtiva.

A atuação do setor passa a ser ainda mais relevante diante da possibilidade de intensificação dos eventos climáticos durante o desenvolvimento das próximas safras. Nas culturas de inverno, como trigo e cevada, o excesso de umidade já prejudica as lavouras. O período prolongado de chuvas, nebulosidade e elevada umidade no campo deteriora a qualidade dos cultivos e amplia os riscos sanitários. Para a safra de verão, produtores buscaram antecipar o plantio do milho como estratégia para reduzir a exposição das lavouras ao período de maior intensidade do fenômeno climático. As adversidades ocorrem em um ambiente financeiro já pressionado para os produtores rurais, caracterizado por menor disponibilidade de crédito e seguro, elevado endividamento e dificuldades no processo de renegociação das dívidas. A combinação entre risco climático e fragilidade financeira amplia a exposição dos agricultores, especialmente em situações de perda de produtividade ou necessidade de replantio.

A baixa cobertura de seguro também afeta o acesso ao crédito junto às instituições financeiras e eleva os custos de produção. Em caso de perda da safra, a ausência de mecanismos de proteção pode comprometer a capacidade financeira do produtor para recompor a lavoura, realizar o replantio ou manter as condições necessárias para obter sucesso no ciclo seguinte. O risco é particularmente elevado quando a perda ocorre sobre uma estrutura financeira já comprometida pelo endividamento. Diante desse quadro, o Sistema Faep atua em conjunto com a Defesa Civil e a Copel para agilizar o atendimento às propriedades rurais atingidas pelos eventos climáticos e busca medidas governamentais para reduzir os impactos. A entidade também reforça a necessidade de avanço na renegociação das dívidas rurais, diante das dificuldades encontradas por parcela dos produtores para se enquadrar nas condições atualmente disponíveis. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.