11/Sep/2026
Os futuros de milho fecharam em alta nesta quinta-feira (10/09) na Bolsa de Chicago, em movimento de correção após cinco pregões consecutivos de queda, período em que o cereal acumulou perda de 3,34%. As cotações também refletiram ajustes de posições antes da divulgação do relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), prevista para esta sexta-feira (11/09). As expectativas de mercado apontam para uma redução da produção norte-americana. Analistas projetam produção de 400,51 milhões de toneladas, abaixo das 406,73 milhões de toneladas previstas pelo USDA em agosto. A produtividade média também deverá ser revisada de 11,342 para 11,179 toneladas por hectare.
O contrato com vencimento em dezembro avançou 6,00 cents, equivalente a 1,14%, e fechou a US$ 5,33 por bushel. A valorização do petróleo também contribuiu para o movimento, ao melhorar a competitividade relativa do etanol, produzido principalmente a partir de milho nos Estados Unidos. Os dados norte-americanos de produção e estoques de etanol ficaram dentro das expectativas do mercado e tiveram impacto limitado sobre as cotações. De acordo com a Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos, a produção média de etanol foi de 1,099 milhão de barris por dia na semana encerrada em 4 de setembro. Os estoques somavam 25,187 milhões de barris na mesma data.
A perspectiva de redução da safra de milho na Europa, em consequência das ondas de calor registradas na região, também deu suporte aos preços. A consultoria Expana reduziu sua estimativa para a produção de milho da União Europeia em 2026/27 de 49,10 milhões para 46,20 milhões de toneladas. O novo número representa queda de 18,9% em relação ao ciclo 2025/26 e corresponde à menor produção da União Europeia desde 1992. A combinação entre a expectativa de menor oferta norte-americana, riscos climáticos na Europa, valorização do petróleo e ajuste técnico após a sequência de baixas sustenta o movimento de recuperação das cotações, enquanto o mercado aguarda os dados oficiais do USDA para reavaliar o balanço global de oferta e demanda.