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11/Sep/2026

UE recorre aos EUA para substituir oferta da Ucrânia

Países da União Europeia estão ampliando a substituição do milho de origem ucraniana pelo produto dos Estados Unidos para garantir o abastecimento de bovinos e aves. A mudança no padrão de suprimento ocorre em um cenário de estagnação das exportações agrícolas da Ucrânia pelos portos de Odessa e de redução da oferta interna de milho na Europa Ocidental e Central em decorrência dos prejuízos provocados pela seca, aumentando a necessidade de importações para alimentação animal. A Comissão Europeia projeta que a UE importe cerca de 25 milhões de toneladas de milho no ciclo de julho de 2026 a junho de 2027, volume significativamente superior aos 19,3 milhões de toneladas registrados nos 12 meses anteriores. O aumento evidencia a necessidade de recomposição do abastecimento externo em um mercado no qual a menor disponibilidade ucraniana coincide com perdas na produção europeia.

Nesse contexto, o milho dos Estados Unidos ganha espaço como alternativa para atender à demanda da pecuária europeia, especialmente nos segmentos de bovinos e aves. A combinação entre a menor fluidez das exportações da Ucrânia e os efeitos climáticos sobre a produção doméstica tende a alterar o fluxo tradicional de abastecimento da União Europeia e ampliar a participação norte-americana nas importações do bloco. A perspectiva de importações de 25 milhões de toneladas indica aumento de 5,7 milhões de toneladas, ou cerca de 29,5%, em relação aos 19,3 milhões de toneladas dos 12 meses anteriores. O movimento reforça a importância do mercado europeu como destino potencial para o milho dos Estados Unidos durante o ciclo 2026/27 e evidencia como restrições logísticas e perdas climáticas podem modificar a composição geográfica do suprimento global do cereal. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.