10/Sep/2026
Os futuros de milho fecharam em baixa nesta quarta-feira (09/09) pela quinta sessão consecutiva na Bolsa de Chicago, pressionados pelo avanço inicial da colheita nos Estados Unidos. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), os produtores haviam colhido 5% da safra até o dia 6 de setembro, ritmo 1% acima do registrado no mesmo período do ano passado e 2% superior à média dos cinco anos anteriores. O contrato dezembro recuou 5,75 cents, equivalente a 1,08%, e fechou a US$ 5,27 por bushel. A pressão também veio da liquidação de posições por investidores, diante da percepção de que o mercado permanece sobrecomprado.
Na semana encerrada em 1º de setembro, os fundos elevaram em 26,3% a posição líquida comprada em milho, de 317.448 para 401.003 lotes, conforme dados da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC). O aumento da exposição comprada ampliou o espaço para realização de lucros e ajustes antes da divulgação de novos dados fundamentais. O avanço das cotações do petróleo limitou a queda do cereal ao melhorar a competitividade relativa do etanol, produzido principalmente a partir de milho nos Estados Unidos. Também contribuiu para conter as perdas o anúncio de uma venda avulsa de milho norte-americano.
O USDA informou que exportadores relataram a venda de 182,9 mil toneladas para o México, com entrega prevista para o ano comercial 2026/27. Os participantes do mercado também ajustaram posições antes da divulgação, nesta sexta-feira (11/09), do relatório mensal de oferta e demanda do USDA. Analistas projetam redução da produção de milho dos Estados Unidos para 400,51 milhões de toneladas, ante 406,73 milhões de toneladas, estimados pelo USDA em agosto. Para a produtividade, a expectativa é de redução de 11,342 para 11,179 toneladas por hectare. A revisão, se confirmada, reduzirá a estimativa de oferta norte-americana e poderá alterar o balanço global do cereal, embora o avanço da colheita mantenha a pressão sazonal sobre as cotações no curto prazo.